Red Mist: o vídeo perdido de Bob Esponja

Muita gente já deve ter visto ou ouvido falar de um vídeo e alguns comentários que rondam na net sobre um vídeo muito macabro relacionado ao personagem Bob Esponja, com o nome de Red Mist (Névoa Vermelha). Esse suposto episódio, que deveria ser o primeiro da quarta temporada, teria sido cancelado por conter imagens bizarras, cenas de violência e morte, além de ser acompanhado de uma história mais estranha ainda.

No geral, acho que esse tal vídeo “Red Mist” é mais uma das lendas urbanas que circulam por aí, como o crucifixo dentro dos bonecos do Fofão ou a história de que a Hello Kit seria criação de uma japonesa que teria feito um caso com o “coisa ruim”. No caso dos vídeos, eles são chamados de “creepypasta” e tem justamente a intenção de revelar supostos fatos sobrenaturais, como exorcismos, autópsias em seres alienígenas e aparições fantasmagóricas. Em canais, como o Youtube, basta digitar “creepy pasta” para ver um coleção desses vídeos; alguns ridículos e outros até bem feitos.

Bem, no caso específico do “Red Mist”, a história que se conta é que o responsável pelas cenas aterradoras seria um animador escocês que se encontra atualmente preso por ter matado várias pessoas, além de que pessoas teriam morrido ou sido tomadas por um sentimento suicida depois de assistir trechos dessa animação.

Encontrei o relato do vídeo no Mundo Tentacular e ainda que a história realmente não seja verdadeira, a descrição das cenas é arrepiante. Infelizmente não encontrei o vídeo original, como consta no relato, mas há outras versões que reproduzem bem o que seria “Red Mist”. Para quem jogou Silent Hill, as cenas fazem lembrar muito as tomadas bizarras do game.

Segue a descrição do vídeo (leia  por sua conta e risco). Encontrei uma versão do vídeo na net, mas não é o vídeo original. Essa “cópia” não é tão impactante, mas a descrição da suposta obra original poderia muito bem figurar como um bom conto de terror:

O Lado Negro de Bob Esponja

“Red Mist” (Névoa vermelha) é uma fita contendo um episódio inédito de Bob Esponja, criada por um animador escocês, agora preso, que queria apresentar a fita como o primeiro episódio da quarta temporada, apresentando a morte de Lula Molusco. Até agora houveram dois relatos contando a história a seguir, uma de um estagiário e a segunda do próprio editor do canal da Paramount que viu o vídeo. O texto a seguir é a versão do estagiário da Nicklodeon, Chaz Agnew, porém com o acréscimo de alguns trechos do segundo relato para melhor descrição do episódio.

Eu era um residente nos estúdios da Nickelodeon em 2005, por causa da minha graduação em animação. Eu não era pago, claro, a maioria dos residentes não são, mas tive algumas vantagens além do aprendizado. Para os adultos não é grande coisa, mas a maioria das crianças na época se matariam por isso, já que trabalhava com editores e animadores, eu conseguia ver os novos episódios dias antes de serem lançados.

Eles tinham recentemente feito o filme do Bob Esponja e com isso a criatividade da equipe teria ficado um pouco esgotada, o que atrasou o início da quarta temporada. Mas o verdadeiro motivo do atraso foi bem mais perturbador. Houve um problema com o primeiro episódio da quarta temporada que atrasou o desenvolvimento por vários meses.

Eu e dois outros estagiários estavamos na sala de edição, juntamente com os animadores e editores de som para o corte final. Nós recebemos uma cópia do que seria o episódio “Medo de Hambúrger de Siri” e nos juntamos em frente à tela para assistir. Os animadores geralmente colocavam títulos engraçados, numa espécie de piada interna entre nós, já que a animação ainda não estava finalizada, nada particularmente engraçado. Então quando lemos o título “O Suicídio do Lula Molusco” não pensamos em nada além de que seria uma piada mórbida. Um dos residentes até riu do título. A música tema tocava normalmente.

A história começou com o Lula Molusco se preparando para praticar com a clarineta em sua casa enquanto Bob Esponja e Patrick brincam do lado do fora. Lula Molusco coloca a boca na clarineta e só consegue tocar algumas notas antes de ser interrompido por alguém batendo em sua porta. Ele desce as escadas e abre a porta, encontrando um vendedor ambulante.

O vendedor, um peixe escocês gigante, pergunta se ele poderia ter um momento com Lula Molusco. Mas este diz que não está interessado e bate a porta na cara do vendedor, andando de volta para seu quarto. O vendedor bate à porta mais uma vez, e Lula Molusco abre a porta irritado. O vendedor, parecendo bem triste, diz à Lula Molusco que “a névoa vermelha está vindo” e vai embora, deixando um Lula Molusco confuso para trás. Ele volta para seu quarto e continua a praticar com a clarineta.

Depois de tocar algumas notas bem erradas, Bob Esponja e Patrick começam a rir do lado de fora, interrompendo Lula Molusco mais uma vez. Ele olha pela janela e grita com os dois, dizendo que ele precisa praticar para um concerto que teria. Bob Esponja e Patrick se desculpam com lágrimas nos olhos e vão para suas casas. Lula Molusco, incerto de si mesmo, volta a praticar com sua clarineta mais uma vez, agora sem ser interrompido.

A cena então vai se “apagando” em vermelho e permanece assim por doze segundos. Talvez por causa de um erro, a mesma cena repete mais uma vez, o que provavelmente deve ser comum em edições básicas de animação. Entretanto, dessa vez, os olhos dos personagens foram substituídos por novos, mais realísticos e com pupilas vermelhas. Não há mais áudio nessa cena, tirando alguns “cliques” ocasionais.

Depois da repetição da cena anterior, uma nova começa, com os mesmos olhos vermelhos nos personagens. Agora todos estão no teatro, onde Lula Molusco está tocando sua clarineta. Os quadros da animação “pulam” a cada quatro segundos, mas o som permanece sincronizado. Depois de uma apresentação ruim da música que ele mesmo intitulou “Red Mist”, Bob Esponja e Patrick são vistos na platéia vaiando Lula Molusco.

Neste ponto que as coisas começaram a ficar estranhas. Durante o show, alguns quadros se repetem, mas o som não (neste ponto é o som sincronizado com a animação então sim, não é comum), mas quando ele pára de tocar, o som termina como se o show nunca tivesse acontecido. Há um rápido murmúrio e o público começa a vaiá-lo. Não é vaiar o Lula Molusco que é incomum no show, mas você poderia muito bem sentir o desespero dele. Daí mostra Lula Molusco em full frame, que olha visivelmente com medo.

A cena muda para a multidão, com Bob Esponja no centro da tela, que também está vaiando. No entanto, essa não é a coisa mais estranha. O que é estranho é que todos tinham os olhos hiper realistas. Muito detalhado. Claro que não eram olhos de pessoas reais, mas algo um pouco mais real que CG. Alguns de nós nos olhamos durante a cena, obviamente confusos. A cena muda para o Lula Molusco, sentado na beira de sua cama, olhando muito desamparado. O ponto de vista de sua janela vigia é de um céu noturno por isso não é muito tempo após o concerto. A parte preocupante é que neste ponto não há som. Literalmente, sem som. Nem mesmo o feedback dos alto-falantes na sala. É como se os altofalantes fossem desligados, embora o seu estado lhes mostrou funcionando perfeitamente. Ele apenas ficou lá, piscando, neste silêncio por cerca de 30 segundos, então ele começou a soluçar baixinho.

Ele colocou as mãos (os tentáculos) sobre os olhos e chorou em silêncio por quase um minuto, ao mesmo tempo em que um som no fundo começa a crescer muito lentamente a partir do nada para quase inaudível. Soou como uma leve brisa por uma floresta. A tela começa muito lentamente a aumentar o zoom em seu rosto. Seu choro fica mais alto, mais cheio de mágoa e raiva. A tela começa com algumas distorções, como uma TV com sinal ruim e logo volta ao normal. O som fica mais alto e lentamente, mais grave, como se uma tempestade estivesse se formando em algum lugar.

A parte assustadora é o som e os soluços de Lula Molusco, parecia real, como se o som não viesse dos alto-falantes ou se os alto-falantes fossem apenas buracos e o som estivesse vindo do outro lado. Por baixo do som do vento e soluçar, muito fraco, ouvia-se algo que parecia rir. Após cerca de 30 segundos neste clima, a tela ficou borrada e se contorceu violentamente e algo brilhou sobre a tela, como se um único quadro fosse substituído. O animador principal pausou e voltou quadro a quadro. O que vimos era horrível. Era a foto de uma criança morta. Ele não tinha mais do que 6 anos. O rosto estava desfigurado e ensanguentado, um olho arrancado e o estômago aberto com as entranhas caíndo ao seu lado. Ele estava deitado em uma espécie de pavimento, provavelmente uma estrada. A parte mais assustadora era a sombra do fotógrafo. Não havia fita de isolamento, nem marcadores de evidência, e o ângulo era totalmente diferente daqueles de uma foto policial. Parecia que o fotógrafo era a pessoa responsável pela morte da criança.

Depois que essa foto aparece, a cena volta para Lula Molusco soluçando, muito mais alto do que antes, e o que parece ser sangue escorre de seus olhos ao invés de lágrimas. O riso, que lembra o riso do vendedor no início do episódio, pode ser ouvido ainda. O som de vento na floresta também pode ser ouvido em som alto, com o som de galhos sendo quebrados e de crianças gritando. Depois de vinte segundos, outro quadro aparece, agora com uma menina de mais ou menos oito anos morta, caída de barriga pra baixo em uma poça de sangue, aparentemente na mesma floresta da foto do menino. Suas costas estão abertas e suas entranhas empilhadas sobre ela. Novamente o corpo estava na rua, e a sombra do fotógrafo era visível, muito similar no tamanho e forma vistos na primeira foto. Eu me segurei para não vomitar, e outra residente, a única mulher da sala, saiu correndo.

O episódio continuou, Lula Molusco ficou em silêncio, assim como todo o som, como era quando começou essa cena. Ele colocou seus tentáculos para baixo e seus olhos estavam agora feito em hiper realismo como os outros estavam no começo deste episódio.

Eles estavam sangrando, vermelhos e pulsantes. Ele só olhou para a tela, como se estivesse assistindo ao telespectador. Após cerca de 10 segundos, ele começou a chorar, desta vez não cobrindo seus olhos. O som era penetrante e forte, aos poucos o som de seus soluços foi novamente misturado com gritos de crianças. O som do vento voltou, assim como a risada ao fundo, dessa vez a próxima foto que aparecera durou por cinco quadros.

O animador conseguiu parar a cena no quarto quadro. Dessa vez a foto era de um garoto, da mesma idade da primeira criança, mas dessa vez a cena era diferente: as entranhas estavam sendo puxadas para fora de um corte no estômago por uma mão grande.

O animador continuou. Era difícil de acreditar, mas a foto seguinte era a mesma, mas havia algo de diferente nela, algo que não conseguíamos perceber exatamente. O animador voltou para o primeiro quadro e os acelerou. Eu vomitei no chão e os editores de animação e som ficaram mortificados com o que viram. Os cinco quadros, quando acelerados juntos, pareciam quadros de um vídeo. Podíamos ver a mão lentamente erguer as tripas da criança, vimos os olhos dela focarem-se em seu assassino, nós até vimos, em dois frames, a criança piscar.

O diretor de edição de som nos mandou parar, ele tinha que ligar para o criador da série e mandá-lo ver aquilo. Mr. Hillenburg chegou depois de 15 minutos. Ele estava confuso com o porquê de ter sido chamado ali, o editor continuou o episódio.

Após aqueles quadros terem passado, toda a gritaria e todo som parara novamente. Lula Molusco estava apenas encarando o espectador, seu rosto estava na tela toda. A cena afastou-se e aquela voz profunda disse “FAÇA”. A câmera rapidamente se afasta para revelar que Lula Molusco está segurando uma arma. Lula Molusco ergue o cano da arma para sua boca e atira. Sangue espirra de sua cabeça e a tela corta para estática (o famoso “chiado”).

Os últimos cinco segundos do episódio mostrava seu corpo na cama, um olho pendurava-se para fora do que restava de sua cabeça, encarando o nada. Então o episódio acabou. Mr. Hillenburg obviamente ficou furioso com aquilo. Ele imediatamente quis saber o que diabos estava acontecendo. Muitas pessoas já haviam deixado a sala àquela altura, então apenas alguns de nós assistimos ao episódio novamente. Ver o episódio mais uma vez apenas colaborou para fixar mais ainda tudo na minha mente e me causar pesadelos terríveis. Me arrependo de ter ficado.

Como resultado deste incidente, três animadores (Barry O’Neill, Grant Kirkland Jr. e Alyssa Simpson) foram mandados para o hospital, um editor se aposentou (Fernando de la Peña) e um residente (Jackie McMullen) cometeu suicídio. A fita foi enviada para a polícia, que determinou que a animação havia sido criada por Andrew Skinner, um animador escocês. Ele foi acusado por nove assassinatos, incluindo o das duas crianças que aparecem na fita.

Uma cópia da fita foi feita (antes da polícia confiscar a original) por Chaz Agnew. Agnew fez várias tentativas de distribuir as cópias da fita de Skinner e espera poder lançá-las em site de leilão online em breve.

PS: Achei sinistro a descrição do tal vídeo. Li em casa, em voz alta, junto com minha esposa e sinceramente, não fiquei nada confortável

PS: Mais uma parceria entre o Kuase e Almanake.net

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Quem conta um conto: Morte no divã

Eram 17:37. Hora de encerrar o expediente. Hora de encerrar a semana. Era uma sexta-feira.
Depois de um dia de mal estar, um braço formigando e uma pontada forte no peito a porta se abriu. Entrou sala a dentro um homem baixinho com veste finas brancas. Com olhar engraçado vindo de seus olhos redondos e semblante risonho fruto de sua cara redonda de bochechas grandes e uma careca que o deixava com a aparencia de um Monge Franciscano. Com uma voz pouco harmoniosa cheia de notas agudas disse:
– Dr. Frederico Oliveira, é chegada a hora.
Estuperfato com tamanha audácia daquela figura pitoresca respondeu:
– Como assim? Você não tem hora marcada e muito menos é meu paciente.
– Quem tem hora marcada aqui é você. Respondeu a figura que completou:
– Porque todos vocês se fazem de desentendidos na minha presença? Tenho que explicar milhões de vezes… se bem que já são mais de bilhões. Deixe eu me apresentar, Obitu Mors, muito prazer! Conhecido também como Morte, e venho levar sua alma comigo.
– Como sim a Morte?
– Isso, morte, ou se preferir óbito, falecimento, passamento ou ainda desencarne. Existem outras alegorias comuns para me definir o Anjo da Negro ou o meu favorito o famoso túnel com luminosidade branca ao fundo.
– Ah tá! Você a morte? – riu desdenhosamente – Mais parece o…
Antes que completasse a frase foi interrompido pelo estranho:
– Danny Devitto? É eu sei. Sempre a mesma coisa. Tento levar esse momento da melhor forma, mas parece que vocês gostam de sofrer. Que tal assim então? – neste momento o baixinho bateu com sua refinada bengala no chão e em um instante se transformou em uma figura de roupas longas e negras com as pontas puídas pelo tempo. A bengala deu lugar a uma grande foice com um cabo tortuoso de uma madeira muito escura pelo tempo. Olhos vermelhos pulsantes como fogo em uma face esquelética. Com uma voz tão grave quando o soar de uma trombeta perguntou:
– Satisfeito? Convencido do que lhe disse? Podemos fazem isso por bem ou dolorosamente. O senhor escolhe.
As forças faltaram nas pernas de Frederico. Caindo sentado sem reação na poltrona e murmurou olhando para o nada:
– Mas como? Assim? Sozinho? Sem me despedir? Isso não é justo!
– Depois conversamos sobre justiça. Voltando a sua forma inicial Obitu completou:
– Não é todo dia que faço a passagem de um psicólogo. Ainda mais um… espera um pouco enquanto consulto meus arquivos… – tirando do bolso um aparelho em formato de tablet – Ah! Achei. Doutor Especialista em traumas por morte. Ou seja, o seu trabalho é o meu trabalho! Ou o contrário, sei lá. A muito que espero por este momento! Ainda mais que minha última consulta foi quando um tal de Frode, quero dizer, Freud, mudou de dimensão. Podemos começar?
Neste momento o psicologo só reuniu forças para um acenar afirmativo de cabeça. Sem se fazer de rogado o inesperado paciente foi logo dizendo:
– Estou me sentindo pressionado! Quanto mais trabalho mais tenho o que fazer! Como esse povo tem morrido ultimamente! E o pior quase sempre tem alguém para reclamar e dizer que não fiz bem feito. Já reclamei com a Chefia que nestas condições não tem como.
– Mas quem seria essa tal “Chefia”?
– E quem seria? O Todo Poderoso, A Providência, O Divino. Sei lá qual o nome você prefere. Falando nisso vocês gostam de dar nomes as coisas.
– Deus? – perguntou o Dr.
– Se você quer chamá-lo assim que seja. Já pedi 2 estagiários. Se não chegarem até o fim desse século vou fazer greve! O problema que a classe é fraca. Afinal greve de um só nem é greve, é má vontade! Neste momento você deve estar se perguntando neste pensamento minúsculo de humano, como ele sozinho dá conta de fazer a passagem desse povo todo sem bagunçar o delicado equilíbrio do tempo? Eu gastei um bom tempo pensando nisso também, coisa de uns 8 séculos. Mas fim é simples. O engraçado é que precisou de um tal de Einstein morrer para me explicar isso! O tempo é relativo!
A Morte continuou seu discurso sobre como era difícil agradar a todos. O enfartado que comeu litros de gordura e não entende porque morreu. O jovem bêbado que capotou o carro acha injusto morrer tão novo. Mas no fundo o Dr. Frederico só pensava em um jeito de enganar a Morte e pouco ouvia o que ela dizia. Estava confiante, pois se achava muito esperto. Quanto mais a figura falava menos tinha esperança de conseguir.
– Então Dr. o que tem a me dizer? Perguntou ansioso.
– Acredito que não deva se cobrar tanto. Afinal você busca fazer o seu trabalho bem feito e não poderá mudar a todos. Ah! Quer saber? Não estava ouvindo bulhufas do que estava falando. Estava apenas pensando um jeito de lhe convencer a me deixar vivo. Mas eu desisto. Não tenho nenhum argumento que possa fazer isso.
O Dr. Frederico abaixou a cabeça entre os joelhos esperando pelos raios, trovões e foiçadas. Mas ouviu algo inesperado:
– Gostei da sinceridade. Faço uma aposta contigo. Te deixo em coma. Se 7 pessoas derramarem lágrimas sinceras pelo seu sofrimento eu lhe deixo viver até os 120 anos. Porém se isso não acontecer além de perder sua vaga no céu você descera direto para o inferno!
Então o analista sorriu! Afinal 7 pessoas sofrendo por sua causa deve ser fácil. Mas aos poucos foi fazendo as contas e percebeu que não seria tão fácil assim. Se lembrou que a muito desconfiava que sua mulher tinha um caso com o personal trainer e que talvez ficaria feliz em vè-lo morto. Lembrou-se também que sua filha adolescente disse várias vezes que o odiava e o queria morto. Como não falava com seu filho mais velho desde que o expulsou de casa era melhor não contar com ele. Não tinha pais vivos. Talvez a irmã cujo o marido vivia lhe pedindo dinheiro emprestado chorasse, não pela perda do irmão, mas pela perda da renda extra. Os amigos que sempre foram pouco se perderam a muito tempo, afinal ser um psicologo renomado tomava tempo, o que ele não tinha para perder em mesas de buteco. Chegando a essa lista diminuta não pensou duas vezes, encheu os pulmões com toda confiança e decretou:
– Melhor não arriscar! Afinal de contas depois trabalhar tão árduo era hora de um merecido descanso!

Ps.: Se você chegou até aqui merece um prêmio! Uma tirinha pra descontrair mais ainda!

Super Sagas e Reboots parte 2

Olá Pessoal!

Cá estou eu novamente para a segunda parte de meu desabafo como fã de quadrinhos sobre as estratégias das duas maiores empresas do gênero. Você confere aqui o post sogre as super sagas da Marvel. Agora irei falar do Reboot, reset, trapalhada sei la como se pode chamar aquilo da DC comics.

Pois é para quem não esta atualizado a DC deu a louca e decidiu após uma saga resetar todo o universo e começar tudo de novo. Todas as revistas foram canceladas e 52 novos títulos serão lançados este mês nos E.U.A. reiniciando clássicos como Action Comics, a revista que apresentou o Superman,  além da Detetive Comics, que apresentou o Batman, e por ai vai. Com isso tudo o que aconteceu na empresa nos últimos 20 anos foi apagado da face da Terra. Ou pelo menos a maioria. Todo mundo de uniforme novo, alguns histórias novas e uma temática diferente para os personagens.

Todo de roupas novas e sem cuecas

A estratégia da DC gerou uma furia dos fãs. Por vários motivos, alguns incrivelmente inúteis (tinha fã nervoso por que mudou o uniforme dos personagens…) e outros bastante plausíveis (jogar anos de publicações no lixo é frustrante para quem acompanhou). Mesmo assim o reboot esta sendo um sucesso de vendas na terra do Tio Sam e a primeira, Liga da Justiça, foram vendidos mais de 100 mil exemplares, algo que naõ acontecia a muito tempo no mercado de quadrinhos. O restante já esta esgotado nas comic shops (para quem não sabe nos EUA as vendas são sob encomenda, você faz o pedido e o comerciante pede apenas quantas revistas foram encomendadas na loja).

Mas será que isso é bom como parece? A DC já fez alguns reboots de suas revistas, o ultimo foi em meados dos anos 80 onde tudo começou de novo mas sem resetar os números das revistas, pelo menos da maioria. Eu tive acesso a primeira rvista da Liga da Justiça e sinceramente se fosse comprador americano teria parado por ai. A história é corrida, confusa e sem final, nem meio, nem mesmo um começo. Ela parece estar a anos na frente das revistas dos heróis o que fica incoerente já que foi a primeira a ser lançada. os desenhos dão a impressão que foi feita às pressas e apesar de ja´contar que o vilão da primeira saga será o Darkseid ( o unico vilão que presta para enfrentar o supergrupo da DC) tudo fica meio nebuloso. As criticas das primeiras novas revistas são boas para algumas como Detetive Comics e Action Comics, mas são péssimas para outras como Static Shocke ou Super Choque por aqui. Há ainda verdadeiras afrontas como uma revista dos apagados Rapina e Columba ainda mais desenhadas pelo famigerado Rob Liefield.

A Nova (nem tanto) Liga da Justiça

Rob Liefild é complicado...

Vemos uma atitude desesperada e sem pe nem cabeça já que a DC vinha liderando as vendas com suas próprias super sagas como A Noite Mais Densa, o Dia Mais Claro e só perdeu em Flashpoint, justamente a tal saga que mudou tudo. Porém O Dia mais Claro, consequência da saga anterior trouxe mudanças significativas ao universo, e agora nunca saberemos como os heróis resolveram elas já que ela nunca existiu!. Como leitor me senti traído principalmente por que as super sagas da DC estavam melhor resolvidas que as da Marvel embora sofriam do mesmo problema crônico de repetição.  Além disso a DC precisava recauchutar era seu panteão de heróis, muito cósmicos, futuristas, e principalmente repetitivos demais para um publico que tem como opção a Marvel com um panteão mais complexo. Ao invés disso deram um golpe de marketing e reiniciaram tudo fazendo o leitor de bobo por ele ter comprado e acompanhado as séries desde sempre.

Outro problema do reboot é a cronologia. Segundo este novo universo, o heróis surgiram a apenas cinco anos. Mas a Sociedade da Justiça, primeiro grupo de heróis do universo terá uma revista, o que não faz sentido já que se os heróis surgiram a cinco anos quando foi que apareceu a
Sociedade? Outro problema que causou uma sincope nos fãs foi os Robins. Todos eles estarão no mundo o que simplesmente não faz sentido já que o Batman existe a apenas cinco anos. Então quando ele treinou toda a pirralhada? A resposta da DC?: Robin é um programa de estágio! Isso mesmo os Robins são bat-estagiários. Então o Asa Noturna é o que? O Trainee? Existirá uma companhia financiada de Batmen em todo o mundo o que deve explicar essa história de estagiário, mesmo assim o reboot abriu um buraco gigante na narrativa. Já a Batgirl voltará a andar e não terá levado um tiro do Coringa, mas ela se lembra de ter levado o tiro!? Confuso? Eu também e as histórias ainda nem começaram…

Ela sabe que aconteceu alguma coisa, só não sabe o que...

Eu sinceramente acho que o Reboot deveria ter apagado alguns heróis do universo e buscado algumas explicações menos estranhas. Eu detesto as versões teen dos heróis como Superboy, KidFlash (meu mais odiado) e Moça Maravilha (sem contar que o nome é bem tosco) e estes deveriam ser anulados principalmente por que todos os heróis do mundo serão novatos e jovens, o que não faz sentido os heróis teens manterem suas homenagens aos grandes já que estes acabaram de iniciar a carreira. Se querem colocar os Jovens Titans colocassem a formação original sem os heróis teens que dava mais certo…

Super Malhação

Não sei se estas vendas continuarão bem com o tempo, talvez as histórias melhorem, mas se queriam começar tudo de novo com novos uniformes e mais modernos seria mais fácil e principalmente mais legal com os leitores se fizessem um universo ultimate da DC. Não precisava ter este nome e poderiam aos poucos encerrar as revistas originais com alguma história bacana de encerramento com grandes autores e finalmente acabando com os heróis já que um dia essa turma vai envelhecer… Este é o problema é que as histórias em quadrinhos mensais  e intermináveis já estão saturando os leitores que cada vez tem outras opções de lazer. As histórias fechadas, com começo e meio e fim  são mais atrativas e possibilitam uma versão mais aprofundada dos heróis do que esses arcos que logo são substituídos por outros e outros até você descobrir que tudo que leu na verdade nunca aconteceu por que um executivo achou que não estava sendo rentável. E este é o perigo, daqui a alguns anos todos os heróis serem resetados de novo.

P.S. Até gostei de alguns uniformes, e tirar a cueca por cima da calaça do Super era preciso

P.S. O que me surpreendeu foi a briga de fãs para tirar a calça da Mulher Maravilha, brigaram tanto até ela voltar a parecer uma stripper…

P.S. Me desculpem mas aquela turma teen da DC é que aprece programa de estágio.

O Bloco é nosso, tá ligado!?

Considerado pela crítica como o novo “Distrito 9” (District 9, 2009), o longa britânico “Attack the Block”, dirigido pelo estreante Joe Cornish, é um bom exemplo de como um enredo inteligente, uma boa produção e pouca grana podem render um filme acima da média.

Recebendo excelentes críticas em vários festivais e com uma nota significativa no IMDB (7,2), o filme começa mostrando a enfermeira Sam (Jodie Whittaker) voltando pra casa depois de seu plantão, quando é atacada por um gangue de rua, mas durante o roubo, alguma coisa cai do céu, atraindo a atenção do bando, que acaba sendo atacado por um alienígena.

Liderado por Moses (John Boyega), o grupo acaba matando a criatura e passa a arrastá-la pelo South East de Londres, como uma espécie de trófeu. Quando o grupo vê novas criaturas caindo dos céus, decidi caçá-las, mas tem uma surpresa ao descobrir que os novos recém chegados não são tão “indefesos” quanto a primeira criatura.

E as criaturas de “Attack the Block” são um detalhe à parte. As coisas meio “gorila-lobo wtf”, com suas fileiras de dentes fluorescentes, conseguem cumprir seu papel, criando cenas de perseguição intensas, sustos e muito sangue.

O grande charme de “Attack the Block” (previsto para estrear no Brasil em 7 de outubro) é o perfil dos heróis, fazendo lembrar até mesmo os mocinhos de “Um Drink no Inferno”de Rodrigues e Tarantino. No filme britânico, o grupo liderado por Moses usa drogas, assalta, comete roubos, usa um vocabulário chulo e está mais preocupado em tirar “o deles” da reta do que salvar o mundo de uma invasão.

Fica claro que Cornish não teve intenção de criar um filme cult, mas sim produzir um filme B, baseado no famoso clichê de uma invasão alienígena, mas recheado de atitudes anárquicas.

Entre os últimos filmes de extra-terrestres que vi recentemente, “Attack the Block”  não supera “Super 8” (Spielberg e J.J. Abrans) e nem “Distrito 9” (seja pelas interpretações, quanto também pelo enredo), mas fica empatado com outras produções (independentes ou não), como “Monsters” (boa história) e “Batalha de Los Angeles” (boas cenas de ação).

Interessante destacar que a ideia do filme surgiu depois que Cornish foi vítima de carjacking, quando o sujeito imaginou que se naquele momento acontecesse uma invasão alienígena, sentiria-se mais seguro se o bando de delinquente que o atacou passasse a defendê-lo.

O filme é produzido pela mesma equipe de “Shaun of The Dead” (no Brasil, “Todo mundo quase morto”).

site oficial do filme também é baKana! Se quiser saber mais, pode curtir a página do Facebook, aqui.

(com informações dos lengenders daddy e alcobor)

PS: a galera da periferia de Londres chama os policiais de FEDs (por causa dos filmes americanos);

PS: BLOCK é quarteirão nos EUA, mas em Londres refere-se a cada prédio que pertence a um bairro de habitação popular (geralmente)

PS: Esse post é uma parceria entre o Kuase e o Almanake (se ainda não acessou, tá esperando o que!?)

Super Sagas e Reboots parte 1

Olá Pessoal!

Cá estou eu novamente para falar de quadrinhos! Não sou especialista no assunto, temos nossos dois especialistas aqui no Blog para falar de HQs, mas estou falando aqui como humilde fã do gênero, uma voz que as empresas do ramo deveriam estar ouvindo mais ultimamente. Atualmente o mercado (americano mas que rege o restante) anda passando por uma “crise” segundo os empresários. Ao que parece as novas mídias andam roubando o público do pessoal do cuecão por cima da calça. Com isso as empresas, afinal são empresas e precisam de lucros, estão apostando suas fichas em super sagas que envolvem todo o universo (Marvel) e em Reboots que resetam todo o universo (DC). Mas sérá esse o caminho certo para salvar a nona arte?

Eu como fã do gênero desde moleque conheci tempos de altos e baixos dos quadrinhos. Mas os grandes momentos eram bem diferentes do que estamos vendo hoje. Vamos começar falando da Marvel e suas Super Sagas.  Desde Guerra Civil, a casa das idéias percebeu que era lucrativo juntar todos os heróis disponíveis e coloco-los para saírem na porrada em grandes e coloridas sagas que envolvem todo mundo. desde então TODOS os anos estão saindo super sagas atrás de super sagas envolvendo todo o universo e provocando “consequências que vão mudar para sempre o universo Marvel”. Porém isso esta empobrecendo o universo. Guerra Civil tinha uma história bacana, combates eletrizantes, questionamentos éticos filosóficos e ainda desenhos de altíssima qualidade. Realmente provocou mudanças no universo com a revelação da identidade do Homem Aranha, e a morte do Capitão América. Porém essas profundas consequências não duraram, nada! O Capitão foi substituido, o aranha “voltou no tempo” e nunca revelou sua identidade. Ué pera ai!? eu paguei pelas mudanças como assim!? Sem contar que o Capitão original ressucitou no ano seguinte. Nada tão drástico já que ninguém morre de verdade nos quadrinhos.

Essa sim foi uma boa super saga

Momento emblemático da saga, que se revelou completamente inútil depois....

Em seguida a Marvel trouxe a O Mundo Contra Hulk, uma saga não tão ruim mas sem comparação com a original, depois veio Invasão Secreta, Com roteiro confuso, desenhos péssimos e desfecho horrendo, criado apenas para não perder o verão americano. Em Seguida tivemos a Looooonga Reinado Sombrio com os vilões dominando o universo, em seguida veio o Cerco, que fechou esta saga. Agora tivemos Fear it Self (Sem nome em português ainda) e já estão preparando para o ano que vem mais uma saga com “consequências que mudaram para sempre o universo Marvel”. Isso anda empobrecendo os heróis da editora e as próprias super sagas. A graça das super sagas é chegarem fazerem o reboliço e depois os heróis passarem  um bom tempo convivendo com isso. Era assim que era antigamente. Uma super saga era algo raro, um mega evento com revistas de material melhor e desenhistas especialmente convidados. Agora viraram fast food de verão americano. Não da tempo de você digerir as consequências pois logo ta todo mundo ocupado de novo enfrentando uma nova ameaça.

Invasão Secreta...

... Reinado Sombrio...

... e ufa! Fear It Self. Pera ai tem mais!?

O que Guerra Civil provocou foi fantástico mas totalmente apagado pela péssima Invasão Secreta com explicações escrotas que não eram necessárias. Os grandes eventos perdem o valor pois você sabe que daqui a pouco terá outro e depois outro e depois outro. AS tais grandes consequências não são bem resolvidas, não dá tempo de você saber como a vida dos heróis fica depois de um evento de tal magnitude. O pior é o momento entre as super sagas. Quando deveriam haver histórias individuais melhores, na verdade só vemos uma preparação para a próxima super saga. Não tem um aprofundamento nos personagens, não conhecemos mais o lobo solitários Wolverine, ou a complexidade do Homem-Aranha, tempos apenas personagens que ajudam a juntar mais leitores e a aumentar o número de heróis por quadrinho. Todo mundo fica ali misturado e há personagens que muitos não conhecem os poderes direito.

Secret Invasion: Essa realmente deve ter sido criada pelos Skulls!

A Marvel anda optando por massificar as coisas quando o que realmente atraiu o publico nos quadrinhos dela era aproximação do indivíduo. AS pessoas gostavam de ver o aranha convivendo com problemas humanos, e ainda tendo o peso de ser um super-herói. O charme sempre foi aproximar os leitores da realidade fantástica de seus heróis, pois eles eram cegos, cientistas, fotógrafos, e com isso eles poderiam se ver naquelas histórias  seu mundo representado  de forma mais interessante. Mas isso parece que não tem mais espaço. A Marvel assumiu o estilo BlockBuster em suas histórias nos quadrinhos e ainda não percebeu que as maiores obras do gênero sempre foram as autoriais, curtas e que aprofundavam em um personagem.

Até quando isso vai durar?

A seguir a segunda parte do post falando do Reboot da DC!

P.S. Eu não vi nem metade da qualidade de Guerra Civil em nenhuma super saga seguinte

P.S. Sinto falta de sagas individuais boas, e que realmente valiam a pena ler

P.S. Quem começou a ler histórias em quadrinhos recentemente não faz a menor idéia da origem dos heróis, esta maluco com tantos uniformes coloridos ao mesmo tempo.

Quem conta um Conto… O vulto

Olá pessoal!

Cá estou eu novamente para mais um conto de sexta-feira. Vou manter o estilo horror mas dessa vez vou contar algo na nossa realidade mesmo. Espero que gostem de ler como gostei de escrever. e escrevi muito.. da próxima prometo que reduzo.

Carlos Magalhães estava sentado no escuro em sua sala. As luzes que entravam pela janela eram dos postes da rua e da própria lua cheia. Era o primeiro dia de lua cheia.
Repórter de um jornal diário de uma cidade de médio porte de Minas Gerais ele havia sido transferido para a editoria de polícia a um ano após a demissão do repórter responsável.  Mesmo sendo novo na profissão era muito confiante, afinal já havia trabalhado na capital e estava no interior apenas pelo custo de vida e pelo salário que não era dos piores. Tinha um nome forte que ele dizia ser ‘nome de jornalista” até escolheu o nome do meio para manter a pose, já que seu ultimo nome, Silva, era comum demais.  Para ele ir para a editoria de polícia era uma afronta. Ele se sentia diminuido, era da capital oras, podia encarar a política daquela cidade. Mas seu editor disse que era por apenas alguns dias até encontrarem alguém. E já fazia um ano. Seu texto fez sucesso por ele contar detalhes e dar voz a vitimas e testemunhas. Colocava o nome de todo mundo sem pudor e sem ligar para segurança das pessoas. Queria que brigassem com ele, que o mudassem de editoria, mas o efeito foi o contrário, as pessoas viam que havia outros seres humanos por traz das notícias e com isso lá se foi um ano.

Carlos em uma sexta-feira agitada foi mandado para um bairro afastado, onde nem o asfalto havia chegado, para cobrir um homicídio. Aparentemente a mesma história de crimes passionais de sempre. Marido violento, mulher desesperada pede ajuda, ele é obrigado a sair de casa mas mantem as ameaças, até que finalmente consuma o ato. Treze facadas no peito da mulher e depois se matou.  Coisa normal de sexta dizia Carlos. No local o cenário era o normal de um homicídio em bairros mais humildes, vizinhos se amontoando para ver algo dentro da casa, parentes desesperados chorando, policais tentando afastar a multidão da cena do crime. Carlos e o fotógrafo chegaram no carro no jornal e logo chamaram a atenção dos populares. Eles foram os primeiros da imprensa a chegar já que Carlos mantinha em segredo um radio escuta para acompanhar as chamadas da polícia e assim ter alguns furos. A poeira e o calor daquela tarde de setembro estavam muito acima do normal e aceitável  e ele lamentou mais uma vez ter aceitado aquela editoria.

Ele fez o trabalho de praxe, conversou com policiais militares e civis e buscou moradores para contarem como eram as agressões do marido. Logo contaram para ele que havia uma testemunha, a cunhada da vítima, estava chegando na casa quando o homem cometia o crime. Ela estava catatonica como era de se esperar. Ver alguém morrer ao vivo é bem diferente de se ver isso na tv ou em um filme. CArlos chegou até a mulher com seu tradicional ar arrogante e interrompendo uma vizinha que a consolava.

-Boa tarde, sou Carlos Magalhães (ele sempre fazia questão de dizer o nome todo), repórter do Tribuna Diária e parece que a senhora viu o assassinato?

-Olha moço ela esta muito abalada acho que não vai…disse a vizinha.

-Ela só precisa me dizer rapidamente o que viu, não vou me demorar- interrompeu o repórter-.

A mulher levantou os olhos vazios e começou a descrever a cena:

-Cheguei a porta estava aberta e entrei, já tinha esse costume. Quando cheguei na sala vi ele de costas na cozinha, levantando e abaixoando o braço, ela gritava abafada… Tinha muito sangue… E aquele… aquele vulto parado do lado dele… Meu Deus…

Carlos olhava o redor com displiscente com o gravador próximo a boca da mulher mas prestou  atenção quando a mulher falou do vulto.

-Vulto, como assim vulto? Tinha mais alguém na casa?

-Não era alguém, não era… não era gente… Deus…
A mulher começou a chorar e as vizinhas afastaram o repórter ralhando com ele. Carlos correu até o delegado e o chamou para falar em particular. Ele disse que não havia outra pessoa na casa, quando chegaram o suspeito morto na frente do corpo ensanguentado, com um corte na garganta, com a faca nas mãos.  Não tinha como outra pessoa cometer o crime. O legista já havia adiantado que o corpo foi apenas esfaqueado enquanto ele esganava a mulher e depois cortou a própria garganta. Simples o crime já havia sido solucionado. Carlos voltou para o jornal e escreveu a fala da mulher pela primeira vez sem exagerar apenas que ela poderia ter visto outra pessoa na casa e que a polícia descartava a hipótese.
Um mês depois era seu plantão no final de semana. Era quase 4 horas da tarde de sábado quando o rádio da polícia chamou de novo. Ele ouviu outro homicídio passional. Dessa vez no Centro da cidade. No prédio de luxo ele entrou e encontrou com um cenário contido em relação ao crime anterior. Choros mais abafados e curiosos do lado de fora do condomínio. Apenas a imprensa e a polícia dentro. O homem, um empresário da cidade disparou treze vezes contra a mulher com uma pistola automática .40 que ele guardava em casa e depois contra a própria cabeça. Ele também havia mostrado sinais de violência e os vizinhos ouviam ele gritando com a mulher mas como era um condomínio de luxo as aparências eram mantidas. O delegado mostrou a imprensa um vídeo que mostrava o momento em que o homem chegava em casa pelo elevador e entrava no apartamento e deixava a porta aberta. Era possível ver o clarão dos tiros da porta. Mas o que chamou a atenção de Carlos não foi a imagem do homem entrando friamente para matar a mulher. Era um borrão no canto do corredor perto da porta. uma mancha preta. Um vulto.

Três dias depois novamente, outro homicídio. Um homem em um bairro calmo de classe média, um comerciante que já havia sido preso por tentar agredir a mulher com um pedaço de ferro voltou para casa e novamente a agrediu com um pedaço de ferro até matá-la. Treze golpes na cabeça. Segundo o legista contou para Carlos a cabeça da pobre moça  ficou irreconhecível. Carlos estranhou o padrão semelhante. E perguntou aos vizinho se viram mais alguém nas redondezas na noite do crime. Um vizinho disse que viu o homem chegando na casa da mulher. Ele gritava do lado de fora para que ela abrisse a porta. Este vizinho até ameaçou chamar a polícia e o comerciante foi embora. Mas voltou. Ele acredita que o assassino teve ajuda de um chaveiro. Pois ele o viu entrando na casa e podia jurar que havia outra pessoa com ele. Ele viu um vulto do lado do homem enquanto ele abria a porta dos fundos. Por isso chamou a polícia antes do homem se matar com uma corda enforcado.

Nos dois meses depois ocorreram cinco crimes semelhantes. Carlos acabou ficando obcecado pelos casos. Em todos havia o mesmo padrão. Homens violentos que terminavam matando suas companheiras. A arma do crime mudava mas eram sempre treze golpes, treze tiros e o suicídio a pós o crime. Carlos descobriu que ocorriam na lua cheia, geralmente nos primeiros dias. E o mais intrigante, em quase todos testemunhas viam um vulto próximo ao assassino antes do crime. Aquele vulto mexia com Carlos. Ele passou a acreditar que  havia algo de sobrenatural no caso e até tentou convencer seu editor a escrever sobre isso com várias pesquisas sore aparições e demônios e quase foi demitido por isso. Ele ficou omisso a todo o resto. Obsecado com o caso. Passou a discutir sempre com a namorada. Ele estranhamente estava sem paciência com ela e qualquer coisa era motivo de brigas. A medida que a próxima lua cheia se aproximava, ele ficava apreensivo, violento.

Suas brigas ficaram cada vez piores, ele sentia ciúmes de sua namorada com amigos e desconhecidos. Estava doentio. O máximo foi a dois dias da lua cheia em uma briga no carro, quando ela questionou sua sanidade por procurar o tal vulto, ele lhe deu um tapa no rosto. Aquilo foi a gota d’agua. Carlos nunca havia sido violento antes, era arrogante, mas carinhoso e atencioso. Sua namorada o deixou naquele momento e disse que não prestaria queixa se ele nunca mais a procurasse. Carlos ficou arrasado mas continuava estranhamente irado. Quando ela saiu do carro ele se assustou. Poderia jurar que havia alguém no banco de traz. Mas ele viu apenas um vulto.

Naquela noite de lua cheia ele chamou sua namorada para ir até lá. Disse que pediria desculpas de acordo. A mulher chegou na casa e ele estava sentado no escuro.

-Por que esta no escuro Carlos-perguntou com medo a mulher-?

-Assim não posso vê-lo-respondeu secamente-

-Ver quem?

-O vulto, ele me  escolheu agora Katia, por isso estou violento. E Hoje é o dia, primeiro dia da lua cheia. Posso sentir a presença dele aqui nessa sala.

-Esta me assustando Carlos, você ficou obsecado com essa história pare com isso, você precisa de ajuda, de um médico.

-Um médico não vai me ajudar. Ele não vai parar enquanto não completar o que ele quer.

-E o que ele quer Carlos?

-Quer que eu te mate Katia, ele quer que eu te mate.

Katia deu um passo para tras quando viu que Carlos estava armado. Ele ergueu a arma lentamente. A pistola cromada refletia a luz da lua que vinha da janela.

-Me desculpe Katia.

A arma disparou.

No dia seguinte o Jornal Tribuna Diária soltou uma nota de pesar. Seu repórter de polícia Carlos Magalhães Silva havia cometido suicídio na frente da namorada em seu apartamento. Vizinhos contaram que viram um estranho vulto na sala com o rapaz horas antes do suicídio.

PS. Colocaria ps’s mas como já escrevi muito vou deixar pra lá…

O politicamente correto vai acabar com o Brasil!

É com esta frase inspirada na tal Saúva do início do século passado que começo este meu texto opinativo. As patrulhas do politicamente correto tem hoje na publicidade o mesmo efeito que as malfazejas formigas. Ficam roendo as boas ideias como se fossem folhas.
É verdade que as boas ideias não precisam ofender ninguém. É mais verdade ainda que as vezes uma polemicazinha serve para alguns objetivos de Marketing. Mas em alguns casos beira a paranoia! Sou completamente a favor da retirada de propagandas de cigarro dos horários onde jovens em formação das personalidades estejam assistindo. Porém a coisa está ganhando ares de extrema censura inversa.
O último exemplo é a campanha da Nissan os polêmicos, bem mais que os mamilos, “Pôneis Malditos”. A reclamação de a associação dos pôneis com malditos podem trazer algum dano ao publico infantil é no mínimo bizarro. Na minha humilde opinião isso é transferir a obrigação de criar os próprios filhos. As propagandas passam em canais no horário nobre e programas adultos. Cabendo aos país o uso sagrado do controle remoto. E na internet. Aí a coisa muda de figura. Por que talvez não haja tempo para ver o que os pimpolhos estão vendo na grande rede.

Se um caso desse gerou tanto falatório imagina um produto desse…

Imagina…

Thundercats, o retorno triunfal

Thunder… Thunder… Thundercats… hoooooo!

Ainda me lembro, como se fosse hoje, quando retornei pra casa, na manhã de um domingo
qualquer (perdido entre tantos outros domingos da década de 1980) e encontrei um bando
de primos e primas reunidos, de olhos colados na TV, pulando e torcendo por aquele
personagem de juba avermelhada e com cara de gato que aparecia na telinha.

Aquele foi meu primeiro contato com o desenho dos Thundercats, que fez parte da vida de
muita gente que cresceu vendo TV, assim como eu. E essa lembrança da turma de Lion,
Tygra, Panthro, Cheetara, Snarf e cia. me veio fulminante à memória depois que tive o
prazer de assistir aos primeiros dois episódios do remake da série, produzido pela Cartoon
Network e que foram ao ar nos States nessa última semana de julho.

Sem sombra de dúvida, em comparação aos outros remakes da década de 80 (G.I. Joe e
He-man, por exemplo), o desenho dos Gatos do Trovão ficou simplesmente perfeito. A
arte ficou limpa, sem muitos detalhes e sempre ágil. Alguns personagens principais foram
apresentados em versões mais jovens, outros em versões praticamente idênticas e outros
nem chegar chegaram (ou chegarão) a dar o ar da graça.

Apesar de ter assistido a uma pá de episódios, não me lembro 100% do enredo do desenho
clássico, mas posso dizer (pelo pouco que recordo) é que a trama é está muito mais
elaborada, com um contexto que cria relações muito mais coesas entre os personagens. E
apesar de ser produzido ainda tendo como foco o público infanto-juvenil, muito marmanjo
(como meu) que cresceu vendo Thundercats, vai ficar pra lá de fascinado e se lembrar com
muito saudosismo da infância.

E até aqui eu só falei, por alto, sobre a série. Só que se você é um daqueles que não se
importa com spoilers, é só marcar o texto abaixo por conta e risco e saber das grandes
mudanças da nova série dos Thundercats!

Primeiramente, Thundera não é mais um mundo e sim a cidade estado onde a civilização
dos gatos se desenvolveu em guerra a várias gerações contra os lagartos. Fato interessante
que não fica muito evidente, é que os gatos não são, nem de perto, governantes benévolos.
O rei Claudus (pais de Lion-o) é um regente mais pragmático, contando com a força da
espada para manter seu reinado. Falando em espada, os gatos não usam tecnologia, assim
como não acreditam que ela exista. Nesse sentido, eles se assemelham mais a sociedades
medievais da nossa realidade.

Em relação aos personagens, Lion é um jovem príncipe, que ainda não entende bem como
carregar o fardo da coroa. Novidades ficam por conta de Tygra, que na série é irmão de
Lion e de certa forma, inveja o irmão pela direito ao trono. Cheetara também aparece, mas
está bem mais jovem e faz parte da casta de clérigos de Thundera, assim como Jaga, que
aparece nos dois primeiros episódios. O general Panthro tem uma pequena participação,
mas sua presença ainda não é certa. Willykit e Willycat também aparecem, como dois
irmãos que vivem em Thundera, sobrevivendo aplicando pequenos golpes. E Snarf também
está lá, mas mais como um animal de estimação do que um personagem falante.

Sobre os inimigos, até o momento não citaram nada sobre os mutantes, somente aos
lagartos, mas como a série está só começando, novidades poderão aparecer por aí. Mum-ra
também dá as caras, aparecendo como o grande bicho papão dos Gatos do Trovão.

O palácio real dos gatos que aparece nesses dois episódios é a recriação da Toca dos Gatos,
do desenho clássico. A Espada Justiceira e a Garra Dourada (que é o símbolo real dos
Thundercats, como uma espécie de coroa), também estão presentes. Lance interessante
é que Mum-ra afirma que Olho de Thundera é uma gema que pertence a ele, o que faz
sentido o porquê d`ele querer tanto colocar as mãos (ou garras) nessa arma poderosa.

PS: Esse post foi originalmente postado por mim no www.almanake.net

PS: Apesar de alguns saudosistas extremistas odiarem mudanças, o novo desenho é bem melhor do que o antigo