PROJETO 6-12-1… A virada

Após a extradição de Armed al kaled, por aliciamento de menores, tráfico e formação de quadrilha, Drake abandona seu pseudônimo e volta á dura realidade.

Depois de enfrentar mais uma vez o caos do transporte urbano, enfrentar a ira tempestuosa de São Pedro, cães raivosos, morcegos sugadores de ameixa e enfrentar indubitavelmente questões que afligiam sua deplorável existência: ( sem contar que ainda enfrentara seu irmão mais novo em uma disputa de winning eleven e perdera) Guilherme se encontrava mais uma vez sentado em sua cama ponderando as possibilidades e situações:

– Trabalho a morrer e não tenho dinheiro. À muito custo consegui uma namorada e ela me cobra demais. Me falta dinheiro para estudar e melhorar a carreira. Não tenho tempo para a farra com os amigos, que são poucos.

– Quer saber? CHEGA!!!

Em um ímpeto de pura ira e revolta, recolhe seus bens mais preciosos: playstation 2, a aliança de compromisso, alguns dos presentes que ganhara da sangue-suga namorada e de quebra a alvaja de seu extraditado mestre, dispede-se de Nonézio e Eunice e sai para investir em uma perigosa e lucrativa carreira: O TRÁFICO.

Começou como sempre foi e deve ser: como um qualquer. Distribuía suas carreirinhas e buchinhas no tempestuoso e lamascento bairro, que por muitas vezes, em seus devaneios, fazia lembrar a chuvosa Londres que só conhecia por filmes da TV. A partir daí, alimentado por sua revolta pós-adolescência, a coisa ficou fácil.

Não demorou muito para adquirir os bens que tanto sonhara: carro, moto, arma…

O resto foi conseqüência, afinal, o principal ele já possuia: dinheiro. Mulheres caiam a seus pés como a chuva que tanto lhe atormentava anteriormente. Até que chegou o dia do inevitável: a concorrência.

E então Guilherme se viu mais uma vez entre a cruz e a espada. O traficante de um morro vizinho desafiou-lhe para um duelo à moda antiga. Quem vencesse ficaria com o comando de tudo. Então pensou:

– Essa tá fácil pra mim. Tá tudo dando certo mesmo!

Marcado o local, a platéia logo se aglomerou para saber quem seria o grande maioral.

Enquanto as mulheres molhavam as calcinhas por Guilherme, ao desafiante sobrava apenas a fria e pesada, porém confiante, companhia de sua calibre 12.

De costas um pro outro, começaram a caminhada de dez passos. Quando Guilherme terminou a contagem e se virou empunhando seu arco e a única flecha que guardara de recordação de Al Kaled, deparou-se com o inesperado: O vilão não esperou a contagem e disparou antes do combinado. Guilherme só pôde ver o clarão e depois disso…

Estava de volta olhando para o teto sem acreditar que tinha que ir trabalhar. Adepto da filosofia que ninguém trabalha por que quer e sim porque precisa…

By Fred

Segue Schevchenko

Sobre Fred Andrade

Sou eu quem menos atualiza o blog. Mas agora vou deixar essa fama ruim pra trás e fazer postagens semanais.. Será?

Publicado em março 14, 2008, em Projeto 6-12-1. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. João Paulo Rocha

    OPS! ESSA HISTORIA( OU ESTORIA) TA FICANDO MUITO LOUCA, NAO IMAGINAVA ESTE DESFECHO PARA A APARENTEMENTE INOCENTE HISTORIA D GUILHERME,MAS PASSAR POR AQUI PARA CONFEIR A CONTINUAÇAO, SE TORNOU OBRIGAÇÃO

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