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Super Sagas e Reboots parte 2

Olá Pessoal!

Cá estou eu novamente para a segunda parte de meu desabafo como fã de quadrinhos sobre as estratégias das duas maiores empresas do gênero. Você confere aqui o post sogre as super sagas da Marvel. Agora irei falar do Reboot, reset, trapalhada sei la como se pode chamar aquilo da DC comics.

Pois é para quem não esta atualizado a DC deu a louca e decidiu após uma saga resetar todo o universo e começar tudo de novo. Todas as revistas foram canceladas e 52 novos títulos serão lançados este mês nos E.U.A. reiniciando clássicos como Action Comics, a revista que apresentou o Superman,  além da Detetive Comics, que apresentou o Batman, e por ai vai. Com isso tudo o que aconteceu na empresa nos últimos 20 anos foi apagado da face da Terra. Ou pelo menos a maioria. Todo mundo de uniforme novo, alguns histórias novas e uma temática diferente para os personagens.

Todo de roupas novas e sem cuecas

A estratégia da DC gerou uma furia dos fãs. Por vários motivos, alguns incrivelmente inúteis (tinha fã nervoso por que mudou o uniforme dos personagens…) e outros bastante plausíveis (jogar anos de publicações no lixo é frustrante para quem acompanhou). Mesmo assim o reboot esta sendo um sucesso de vendas na terra do Tio Sam e a primeira, Liga da Justiça, foram vendidos mais de 100 mil exemplares, algo que naõ acontecia a muito tempo no mercado de quadrinhos. O restante já esta esgotado nas comic shops (para quem não sabe nos EUA as vendas são sob encomenda, você faz o pedido e o comerciante pede apenas quantas revistas foram encomendadas na loja).

Mas será que isso é bom como parece? A DC já fez alguns reboots de suas revistas, o ultimo foi em meados dos anos 80 onde tudo começou de novo mas sem resetar os números das revistas, pelo menos da maioria. Eu tive acesso a primeira rvista da Liga da Justiça e sinceramente se fosse comprador americano teria parado por ai. A história é corrida, confusa e sem final, nem meio, nem mesmo um começo. Ela parece estar a anos na frente das revistas dos heróis o que fica incoerente já que foi a primeira a ser lançada. os desenhos dão a impressão que foi feita às pressas e apesar de ja´contar que o vilão da primeira saga será o Darkseid ( o unico vilão que presta para enfrentar o supergrupo da DC) tudo fica meio nebuloso. As criticas das primeiras novas revistas são boas para algumas como Detetive Comics e Action Comics, mas são péssimas para outras como Static Shocke ou Super Choque por aqui. Há ainda verdadeiras afrontas como uma revista dos apagados Rapina e Columba ainda mais desenhadas pelo famigerado Rob Liefield.

A Nova (nem tanto) Liga da Justiça

Rob Liefild é complicado...

Vemos uma atitude desesperada e sem pe nem cabeça já que a DC vinha liderando as vendas com suas próprias super sagas como A Noite Mais Densa, o Dia Mais Claro e só perdeu em Flashpoint, justamente a tal saga que mudou tudo. Porém O Dia mais Claro, consequência da saga anterior trouxe mudanças significativas ao universo, e agora nunca saberemos como os heróis resolveram elas já que ela nunca existiu!. Como leitor me senti traído principalmente por que as super sagas da DC estavam melhor resolvidas que as da Marvel embora sofriam do mesmo problema crônico de repetição.  Além disso a DC precisava recauchutar era seu panteão de heróis, muito cósmicos, futuristas, e principalmente repetitivos demais para um publico que tem como opção a Marvel com um panteão mais complexo. Ao invés disso deram um golpe de marketing e reiniciaram tudo fazendo o leitor de bobo por ele ter comprado e acompanhado as séries desde sempre.

Outro problema do reboot é a cronologia. Segundo este novo universo, o heróis surgiram a apenas cinco anos. Mas a Sociedade da Justiça, primeiro grupo de heróis do universo terá uma revista, o que não faz sentido já que se os heróis surgiram a cinco anos quando foi que apareceu a
Sociedade? Outro problema que causou uma sincope nos fãs foi os Robins. Todos eles estarão no mundo o que simplesmente não faz sentido já que o Batman existe a apenas cinco anos. Então quando ele treinou toda a pirralhada? A resposta da DC?: Robin é um programa de estágio! Isso mesmo os Robins são bat-estagiários. Então o Asa Noturna é o que? O Trainee? Existirá uma companhia financiada de Batmen em todo o mundo o que deve explicar essa história de estagiário, mesmo assim o reboot abriu um buraco gigante na narrativa. Já a Batgirl voltará a andar e não terá levado um tiro do Coringa, mas ela se lembra de ter levado o tiro!? Confuso? Eu também e as histórias ainda nem começaram…

Ela sabe que aconteceu alguma coisa, só não sabe o que...

Eu sinceramente acho que o Reboot deveria ter apagado alguns heróis do universo e buscado algumas explicações menos estranhas. Eu detesto as versões teen dos heróis como Superboy, KidFlash (meu mais odiado) e Moça Maravilha (sem contar que o nome é bem tosco) e estes deveriam ser anulados principalmente por que todos os heróis do mundo serão novatos e jovens, o que não faz sentido os heróis teens manterem suas homenagens aos grandes já que estes acabaram de iniciar a carreira. Se querem colocar os Jovens Titans colocassem a formação original sem os heróis teens que dava mais certo…

Super Malhação

Não sei se estas vendas continuarão bem com o tempo, talvez as histórias melhorem, mas se queriam começar tudo de novo com novos uniformes e mais modernos seria mais fácil e principalmente mais legal com os leitores se fizessem um universo ultimate da DC. Não precisava ter este nome e poderiam aos poucos encerrar as revistas originais com alguma história bacana de encerramento com grandes autores e finalmente acabando com os heróis já que um dia essa turma vai envelhecer… Este é o problema é que as histórias em quadrinhos mensais  e intermináveis já estão saturando os leitores que cada vez tem outras opções de lazer. As histórias fechadas, com começo e meio e fim  são mais atrativas e possibilitam uma versão mais aprofundada dos heróis do que esses arcos que logo são substituídos por outros e outros até você descobrir que tudo que leu na verdade nunca aconteceu por que um executivo achou que não estava sendo rentável. E este é o perigo, daqui a alguns anos todos os heróis serem resetados de novo.

P.S. Até gostei de alguns uniformes, e tirar a cueca por cima da calaça do Super era preciso

P.S. O que me surpreendeu foi a briga de fãs para tirar a calça da Mulher Maravilha, brigaram tanto até ela voltar a parecer uma stripper…

P.S. Me desculpem mas aquela turma teen da DC é que aprece programa de estágio.

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Super Sagas e Reboots parte 1

Olá Pessoal!

Cá estou eu novamente para falar de quadrinhos! Não sou especialista no assunto, temos nossos dois especialistas aqui no Blog para falar de HQs, mas estou falando aqui como humilde fã do gênero, uma voz que as empresas do ramo deveriam estar ouvindo mais ultimamente. Atualmente o mercado (americano mas que rege o restante) anda passando por uma “crise” segundo os empresários. Ao que parece as novas mídias andam roubando o público do pessoal do cuecão por cima da calça. Com isso as empresas, afinal são empresas e precisam de lucros, estão apostando suas fichas em super sagas que envolvem todo o universo (Marvel) e em Reboots que resetam todo o universo (DC). Mas sérá esse o caminho certo para salvar a nona arte?

Eu como fã do gênero desde moleque conheci tempos de altos e baixos dos quadrinhos. Mas os grandes momentos eram bem diferentes do que estamos vendo hoje. Vamos começar falando da Marvel e suas Super Sagas.  Desde Guerra Civil, a casa das idéias percebeu que era lucrativo juntar todos os heróis disponíveis e coloco-los para saírem na porrada em grandes e coloridas sagas que envolvem todo mundo. desde então TODOS os anos estão saindo super sagas atrás de super sagas envolvendo todo o universo e provocando “consequências que vão mudar para sempre o universo Marvel”. Porém isso esta empobrecendo o universo. Guerra Civil tinha uma história bacana, combates eletrizantes, questionamentos éticos filosóficos e ainda desenhos de altíssima qualidade. Realmente provocou mudanças no universo com a revelação da identidade do Homem Aranha, e a morte do Capitão América. Porém essas profundas consequências não duraram, nada! O Capitão foi substituido, o aranha “voltou no tempo” e nunca revelou sua identidade. Ué pera ai!? eu paguei pelas mudanças como assim!? Sem contar que o Capitão original ressucitou no ano seguinte. Nada tão drástico já que ninguém morre de verdade nos quadrinhos.

Essa sim foi uma boa super saga

Momento emblemático da saga, que se revelou completamente inútil depois....

Em seguida a Marvel trouxe a O Mundo Contra Hulk, uma saga não tão ruim mas sem comparação com a original, depois veio Invasão Secreta, Com roteiro confuso, desenhos péssimos e desfecho horrendo, criado apenas para não perder o verão americano. Em Seguida tivemos a Looooonga Reinado Sombrio com os vilões dominando o universo, em seguida veio o Cerco, que fechou esta saga. Agora tivemos Fear it Self (Sem nome em português ainda) e já estão preparando para o ano que vem mais uma saga com “consequências que mudaram para sempre o universo Marvel”. Isso anda empobrecendo os heróis da editora e as próprias super sagas. A graça das super sagas é chegarem fazerem o reboliço e depois os heróis passarem  um bom tempo convivendo com isso. Era assim que era antigamente. Uma super saga era algo raro, um mega evento com revistas de material melhor e desenhistas especialmente convidados. Agora viraram fast food de verão americano. Não da tempo de você digerir as consequências pois logo ta todo mundo ocupado de novo enfrentando uma nova ameaça.

Invasão Secreta...

... Reinado Sombrio...

... e ufa! Fear It Self. Pera ai tem mais!?

O que Guerra Civil provocou foi fantástico mas totalmente apagado pela péssima Invasão Secreta com explicações escrotas que não eram necessárias. Os grandes eventos perdem o valor pois você sabe que daqui a pouco terá outro e depois outro e depois outro. AS tais grandes consequências não são bem resolvidas, não dá tempo de você saber como a vida dos heróis fica depois de um evento de tal magnitude. O pior é o momento entre as super sagas. Quando deveriam haver histórias individuais melhores, na verdade só vemos uma preparação para a próxima super saga. Não tem um aprofundamento nos personagens, não conhecemos mais o lobo solitários Wolverine, ou a complexidade do Homem-Aranha, tempos apenas personagens que ajudam a juntar mais leitores e a aumentar o número de heróis por quadrinho. Todo mundo fica ali misturado e há personagens que muitos não conhecem os poderes direito.

Secret Invasion: Essa realmente deve ter sido criada pelos Skulls!

A Marvel anda optando por massificar as coisas quando o que realmente atraiu o publico nos quadrinhos dela era aproximação do indivíduo. AS pessoas gostavam de ver o aranha convivendo com problemas humanos, e ainda tendo o peso de ser um super-herói. O charme sempre foi aproximar os leitores da realidade fantástica de seus heróis, pois eles eram cegos, cientistas, fotógrafos, e com isso eles poderiam se ver naquelas histórias  seu mundo representado  de forma mais interessante. Mas isso parece que não tem mais espaço. A Marvel assumiu o estilo BlockBuster em suas histórias nos quadrinhos e ainda não percebeu que as maiores obras do gênero sempre foram as autoriais, curtas e que aprofundavam em um personagem.

Até quando isso vai durar?

A seguir a segunda parte do post falando do Reboot da DC!

P.S. Eu não vi nem metade da qualidade de Guerra Civil em nenhuma super saga seguinte

P.S. Sinto falta de sagas individuais boas, e que realmente valiam a pena ler

P.S. Quem começou a ler histórias em quadrinhos recentemente não faz a menor idéia da origem dos heróis, esta maluco com tantos uniformes coloridos ao mesmo tempo.

Quem conta um Conto… O vulto

Olá pessoal!

Cá estou eu novamente para mais um conto de sexta-feira. Vou manter o estilo horror mas dessa vez vou contar algo na nossa realidade mesmo. Espero que gostem de ler como gostei de escrever. e escrevi muito.. da próxima prometo que reduzo.

Carlos Magalhães estava sentado no escuro em sua sala. As luzes que entravam pela janela eram dos postes da rua e da própria lua cheia. Era o primeiro dia de lua cheia.
Repórter de um jornal diário de uma cidade de médio porte de Minas Gerais ele havia sido transferido para a editoria de polícia a um ano após a demissão do repórter responsável.  Mesmo sendo novo na profissão era muito confiante, afinal já havia trabalhado na capital e estava no interior apenas pelo custo de vida e pelo salário que não era dos piores. Tinha um nome forte que ele dizia ser ‘nome de jornalista” até escolheu o nome do meio para manter a pose, já que seu ultimo nome, Silva, era comum demais.  Para ele ir para a editoria de polícia era uma afronta. Ele se sentia diminuido, era da capital oras, podia encarar a política daquela cidade. Mas seu editor disse que era por apenas alguns dias até encontrarem alguém. E já fazia um ano. Seu texto fez sucesso por ele contar detalhes e dar voz a vitimas e testemunhas. Colocava o nome de todo mundo sem pudor e sem ligar para segurança das pessoas. Queria que brigassem com ele, que o mudassem de editoria, mas o efeito foi o contrário, as pessoas viam que havia outros seres humanos por traz das notícias e com isso lá se foi um ano.

Carlos em uma sexta-feira agitada foi mandado para um bairro afastado, onde nem o asfalto havia chegado, para cobrir um homicídio. Aparentemente a mesma história de crimes passionais de sempre. Marido violento, mulher desesperada pede ajuda, ele é obrigado a sair de casa mas mantem as ameaças, até que finalmente consuma o ato. Treze facadas no peito da mulher e depois se matou.  Coisa normal de sexta dizia Carlos. No local o cenário era o normal de um homicídio em bairros mais humildes, vizinhos se amontoando para ver algo dentro da casa, parentes desesperados chorando, policais tentando afastar a multidão da cena do crime. Carlos e o fotógrafo chegaram no carro no jornal e logo chamaram a atenção dos populares. Eles foram os primeiros da imprensa a chegar já que Carlos mantinha em segredo um radio escuta para acompanhar as chamadas da polícia e assim ter alguns furos. A poeira e o calor daquela tarde de setembro estavam muito acima do normal e aceitável  e ele lamentou mais uma vez ter aceitado aquela editoria.

Ele fez o trabalho de praxe, conversou com policiais militares e civis e buscou moradores para contarem como eram as agressões do marido. Logo contaram para ele que havia uma testemunha, a cunhada da vítima, estava chegando na casa quando o homem cometia o crime. Ela estava catatonica como era de se esperar. Ver alguém morrer ao vivo é bem diferente de se ver isso na tv ou em um filme. CArlos chegou até a mulher com seu tradicional ar arrogante e interrompendo uma vizinha que a consolava.

-Boa tarde, sou Carlos Magalhães (ele sempre fazia questão de dizer o nome todo), repórter do Tribuna Diária e parece que a senhora viu o assassinato?

-Olha moço ela esta muito abalada acho que não vai…disse a vizinha.

-Ela só precisa me dizer rapidamente o que viu, não vou me demorar- interrompeu o repórter-.

A mulher levantou os olhos vazios e começou a descrever a cena:

-Cheguei a porta estava aberta e entrei, já tinha esse costume. Quando cheguei na sala vi ele de costas na cozinha, levantando e abaixoando o braço, ela gritava abafada… Tinha muito sangue… E aquele… aquele vulto parado do lado dele… Meu Deus…

Carlos olhava o redor com displiscente com o gravador próximo a boca da mulher mas prestou  atenção quando a mulher falou do vulto.

-Vulto, como assim vulto? Tinha mais alguém na casa?

-Não era alguém, não era… não era gente… Deus…
A mulher começou a chorar e as vizinhas afastaram o repórter ralhando com ele. Carlos correu até o delegado e o chamou para falar em particular. Ele disse que não havia outra pessoa na casa, quando chegaram o suspeito morto na frente do corpo ensanguentado, com um corte na garganta, com a faca nas mãos.  Não tinha como outra pessoa cometer o crime. O legista já havia adiantado que o corpo foi apenas esfaqueado enquanto ele esganava a mulher e depois cortou a própria garganta. Simples o crime já havia sido solucionado. Carlos voltou para o jornal e escreveu a fala da mulher pela primeira vez sem exagerar apenas que ela poderia ter visto outra pessoa na casa e que a polícia descartava a hipótese.
Um mês depois era seu plantão no final de semana. Era quase 4 horas da tarde de sábado quando o rádio da polícia chamou de novo. Ele ouviu outro homicídio passional. Dessa vez no Centro da cidade. No prédio de luxo ele entrou e encontrou com um cenário contido em relação ao crime anterior. Choros mais abafados e curiosos do lado de fora do condomínio. Apenas a imprensa e a polícia dentro. O homem, um empresário da cidade disparou treze vezes contra a mulher com uma pistola automática .40 que ele guardava em casa e depois contra a própria cabeça. Ele também havia mostrado sinais de violência e os vizinhos ouviam ele gritando com a mulher mas como era um condomínio de luxo as aparências eram mantidas. O delegado mostrou a imprensa um vídeo que mostrava o momento em que o homem chegava em casa pelo elevador e entrava no apartamento e deixava a porta aberta. Era possível ver o clarão dos tiros da porta. Mas o que chamou a atenção de Carlos não foi a imagem do homem entrando friamente para matar a mulher. Era um borrão no canto do corredor perto da porta. uma mancha preta. Um vulto.

Três dias depois novamente, outro homicídio. Um homem em um bairro calmo de classe média, um comerciante que já havia sido preso por tentar agredir a mulher com um pedaço de ferro voltou para casa e novamente a agrediu com um pedaço de ferro até matá-la. Treze golpes na cabeça. Segundo o legista contou para Carlos a cabeça da pobre moça  ficou irreconhecível. Carlos estranhou o padrão semelhante. E perguntou aos vizinho se viram mais alguém nas redondezas na noite do crime. Um vizinho disse que viu o homem chegando na casa da mulher. Ele gritava do lado de fora para que ela abrisse a porta. Este vizinho até ameaçou chamar a polícia e o comerciante foi embora. Mas voltou. Ele acredita que o assassino teve ajuda de um chaveiro. Pois ele o viu entrando na casa e podia jurar que havia outra pessoa com ele. Ele viu um vulto do lado do homem enquanto ele abria a porta dos fundos. Por isso chamou a polícia antes do homem se matar com uma corda enforcado.

Nos dois meses depois ocorreram cinco crimes semelhantes. Carlos acabou ficando obcecado pelos casos. Em todos havia o mesmo padrão. Homens violentos que terminavam matando suas companheiras. A arma do crime mudava mas eram sempre treze golpes, treze tiros e o suicídio a pós o crime. Carlos descobriu que ocorriam na lua cheia, geralmente nos primeiros dias. E o mais intrigante, em quase todos testemunhas viam um vulto próximo ao assassino antes do crime. Aquele vulto mexia com Carlos. Ele passou a acreditar que  havia algo de sobrenatural no caso e até tentou convencer seu editor a escrever sobre isso com várias pesquisas sore aparições e demônios e quase foi demitido por isso. Ele ficou omisso a todo o resto. Obsecado com o caso. Passou a discutir sempre com a namorada. Ele estranhamente estava sem paciência com ela e qualquer coisa era motivo de brigas. A medida que a próxima lua cheia se aproximava, ele ficava apreensivo, violento.

Suas brigas ficaram cada vez piores, ele sentia ciúmes de sua namorada com amigos e desconhecidos. Estava doentio. O máximo foi a dois dias da lua cheia em uma briga no carro, quando ela questionou sua sanidade por procurar o tal vulto, ele lhe deu um tapa no rosto. Aquilo foi a gota d’agua. Carlos nunca havia sido violento antes, era arrogante, mas carinhoso e atencioso. Sua namorada o deixou naquele momento e disse que não prestaria queixa se ele nunca mais a procurasse. Carlos ficou arrasado mas continuava estranhamente irado. Quando ela saiu do carro ele se assustou. Poderia jurar que havia alguém no banco de traz. Mas ele viu apenas um vulto.

Naquela noite de lua cheia ele chamou sua namorada para ir até lá. Disse que pediria desculpas de acordo. A mulher chegou na casa e ele estava sentado no escuro.

-Por que esta no escuro Carlos-perguntou com medo a mulher-?

-Assim não posso vê-lo-respondeu secamente-

-Ver quem?

-O vulto, ele me  escolheu agora Katia, por isso estou violento. E Hoje é o dia, primeiro dia da lua cheia. Posso sentir a presença dele aqui nessa sala.

-Esta me assustando Carlos, você ficou obsecado com essa história pare com isso, você precisa de ajuda, de um médico.

-Um médico não vai me ajudar. Ele não vai parar enquanto não completar o que ele quer.

-E o que ele quer Carlos?

-Quer que eu te mate Katia, ele quer que eu te mate.

Katia deu um passo para tras quando viu que Carlos estava armado. Ele ergueu a arma lentamente. A pistola cromada refletia a luz da lua que vinha da janela.

-Me desculpe Katia.

A arma disparou.

No dia seguinte o Jornal Tribuna Diária soltou uma nota de pesar. Seu repórter de polícia Carlos Magalhães Silva havia cometido suicídio na frente da namorada em seu apartamento. Vizinhos contaram que viram um estranho vulto na sala com o rapaz horas antes do suicídio.

PS. Colocaria ps’s mas como já escrevi muito vou deixar pra lá…

100% Brazuca

Olá Pessoal!

Cá estou eu novamente para falar de um piloto de uma série que eu adoraria ver se tornar um grande sucesso. 3%. A série brasileira foi uma das finalistas do FicTV 2011, projeto do Ministério da Cultura que prevê liberação de orçamentos para projetos de séries brasileiras. A série não venceu mas conseguiu ficar entre os finalistas e gravar seu piloto que foi disponibilizado na rede.

O roteiro é no melhor estilo futuro distópico de ficção científica. Em um mundo dividido em duas “partes” de um lado as pessoas sofrem com dificuldades e do outro, teoricamente, tudo é melhor. Porém as pessoas do lado ruim só tem uma chance de passar para o lado bom que é através de um teste que todos fazem aos 20 anos de idade. Apenas 3% das pessoas passam para o outro lado, o restante fica do lado ruim sofrendo e não podem tentar mudar de novo. O tal teste é inumano e muito cruel e isso já vemos no primeiro episódio. Quem já fez entrevista de empregos concorridos irá reconhecer uma espécie de versão hardcore das conhecidas dinâmicas. Acredito que a idéia do autor seja essa mesmo de fazer metáforas com nossa sociedade que faz um filtro nos jovens fazendo-os perder os valores por uma “vida melhor”.

Os testes são assustadores  e há um jogo psicológico muito bacana que mostra uma espécie de inversão de valores muito cruel. Pelo que vi os personagens terão de fazer escolhas duras se quiserem realmente passar para o outro lado.  Além disso o trabalho de direção, roteiro, e atuação é muito acima da média que estamos acostumados na TV brasileira, com 0s atores que figuram entre as “celebridades”. Realmente um trabalho fantástico.

Agora chega de papo e vamos aos vídeos. O episódio foi dividido em três vídeos para sair no youtube. Mas isso só aumenta o suspense gerado. Acompanhe ai conosco!

 

Espero que a série continue de alguma forma, mesmo que seja pela net, aliás acho que a esperança das séries de ficção brasileiras é a internet. Tomara que continue

P.S. As entrevistas para mim foi o melhor do episódio

P.S. Ótimo trabalho dos atores !

P.S. Essa é a prova que série brasileira não precisa ter o mesmo padrão, podemos fazer coisas melhores. Espero que isso se multiplique que nem vírus.

Quem conta um Conto: A cápsula: Parte 2

Agora vamos para a segunda parte de meu conto de horror! Se não leu a primeira está no post de baixo.

3h dia 08-03-2136

Os sonhos da minha tripulação continuaram e isso passou a me preocupar. Nos dois dias que estivemos lá percebemos o quão incomodo era para as pessoas da estação nossa presença. Inicialmente acreditei que era pelo fato de estarmos armados e sermos membros do exército em um ambiente arqueológico. Porém percebemos que poderia ser mais que isso quando o técnico Baltazar foi atacado por dois membros da escavação. Ele estava verificando o tal problema de comunicação e percebeu que estava tudo perfeitamente em ordem. Então ao chegar na parte inferior da estação foi surpreendido por dois técnicos que o agrediram. Isso gerou uma grande tensão entre meus subordinados e os membros da equipe de pesquisa que precisou de minha intervenção e do Dr. Kyu. Porém percebi que o Dr. Kyu ficou feliz com a atitude de seus subordinados e, segundo ele, para evitar novos problemas nossa equipe deveria se manter nos alojamentos aguardando para a saída. Baltazar nos contou depois que enquanto descia descobriu uma prisão improvisada na parte inferior da estação. Ele ouviu gritos de socorro dentro da prisão mas não teve tempo de identificar quantas pessoas estavam no local, pois foi surpreendido pelos dois homens. Antes de ser arrastado para a superfície da estatação ele jurou ter visto gigantescos olhos em uma das paredes que davam para o furo no Centro do Asteróide.

Naquela noite eu novamente tive o sonho evolvendo a fuga da nave e o estranho mantra em torno do buraco. Quando acordei suado e desorientado resolvi dar uma volta pela estação. Assim que abri a porta de meu alojamento encontrei a tenente Lima prestes a bater. Ela fez um sinal de silêncio para mim e pediu que a seguisse. Quando chegamos até a área de observação da escavação parei sem palavras ou ação. Em torno do furo no chão todos os pesquisadores estavam recitando um estranho mantra.

12h dia 09-03-2136

Após o incidente da ultima madrugada eu reuni minha equipe para tentar desvendar o que estava havendo na estação. O técnico Baltazar apresentou um comportamento estranho e violento. Ele repetia frases sem sentido e quase agrediu o outro técnico Fernandes durante uma discussão sem fundamento. Nosso acesso ao restante da estação ficou restrito após o incidente com Baltazar e por isso  ficamos isolados em nossos alojamentos. Pedi ao soldado Lorenzo para investigar as áreas inferiores da estação. Ele usou uma máscara de filtragem para evitar algum efeito dos tais bolsões de ar que suspeitávamos ter afetado Baltazar. O técnico Fernandes hakeou a rede da estação para buscar avaliar os vídeos de segurança para descobrir o que tem ocorrido na estação na última semana.

Nos vídeos ele retornou até o momento em que a cápsula foi retirada do furo. Notamos uma atividade muito acima da que era vista hoje na estação. Ela foi levada para a sala de pesquisas onde foi estudada por uma semana. Após a retirada da cápsula, o grupo de trabalhadores que fez o trabalho ficou violento e precisou ser contido sendo levado para o subsolo da estação. Durante as pesquisas foram encontrados os símbolos na parte externa e foi apertado o botão por um pesquisador. Um som agudo foi emitido após a abertura e todos os pesquisadores caíram tapando os ouvidos. Houve interferência dos vídeos a partir daí. Vimos muito pouco, apenas o trabalho para alargar o furo e a redução drástica da atividade em toda a estação ficando concentrada na cápsula e no furo. Fernandes conseguiu recuperar parte do material perdido. Nele vimos uma imagem turva de a tripulação em torno do furo e pela imagem esfumaçada parecia algo saindo do buraco. Pelo tamanho imaginamos ser uma coluna de fumaça embora tivesse uma estranha forma semelhante a de uma serpente ou minhoca.

01h dia 10-03-2136

Lorenzo não voltou da investigação o que nos deixou apreensivos. Tentei contato com ele através do rádio, mas ele não respondia e havia apenas estática. A tenente Lima se disponibilizou para ir atrás dele, então percebemos que Baltazar também havia desaparecido. Ele estava descontrolado demais e por isso nós o neutralizamos com calmantes e o amarramos na cama. A soldado Karina ficou de guarda, mas ele a enganou e conseguiu escapar. Durante a fuga ele atirou contra ela duas vezes. Tentamos socorre-la mas era tarde demais. Após percebermos a fuga de Baltazar tentamos novamente entrar em contato com o soldado Lorenzo novamente sem sucesso. Então chamei o Dr. Kyu até os alojamentos para informar que havia um homem violento a solta.  Ele esta aqui e estou indo encontrar com ele mas a tenente Lima já me informou que outros cinco homens estão com ele e estão armados. Acho que seremos detidos.

dia 11-03-2136

dia 12-03-2136

01h dia 13-03-2136

Acho que consegui…. (estática) …vamos droga! (estática) Capitão Guimaraes voltando a transmissão do diário de bordo. Estava detido nos ultimos dois dias mas consegui escapar e fugir da estação Antares. Não sei se os fatos que relatarei a seguir realmente aconteceram, ou se foram produto de minha mente cansada por algum tipo de gás alucinógeno que havia na estação. Espero que eu esteja drogado.

Quando chegou até o nosso alojamento o Dr. Kyu estava aparentemente calmo porém seus olhos estavam com profundas olheiras e veias vermelhas pulsavam em suas escleróricas. Informei do incidente e ele disse que não precisaria se preocupar pois o sargento não iria matar ninguém na estação. Quando o questionei por isso Baltazar e outros cinco técnicos entraram não alojamento. Estavamos detidos, fomos entregues por Baltazar. Tentamos lutar, consegui derrubar um dos capangas assim como a tenente Lima também o fez. Lutamos no alojamento mas não foi suficiente, Nosso piloto Ferreira ao tentar atacar o Dr. Kyu foi morto com um tiro disparado por Baltazar. Durante o embate fomos neutralizados com armas de choque e carregados. Ao sermos levados para a parte inferior da estação fomos colocados na prisão improvisada. Lá não havia ninguém além de nós. Várias manchas de sangue estavam por toda a parte. Não questionei ao Dr. Kyu o paradeiro de Lorenzo esperando que este estivesse escondido pela estação.

Passamos o dia presos e não ouvimos mais atividades na estação, apenas ruídos no fundo do asteróide abaixo de nós. Como se houvesse algo grande se movendo. No final do dia Dr. Kyu se aproximou de nós e mandou que seus capangas tirassem um de nós de dentro da cela. Tentamos evitar mas fomos impedidos com armas de choque. O técnico Fernandes foi retirado da cela e levado. Cerca de uma hora depois pudemos ouvir o estranho mantra recitado pelos tripulantes. Um tremor nos atingiu. Ouvimos algo subir pelo furo. Pelo tamanho do tremor e do ruido feito acreditamos que foi uma explosão de gás no fundo e que uma coluna subiu. Porém ouvimos um rugido. O mesmo que ouvíamos em nossos sonhos.

Após o incidente continuamos presos. O técnico Fernandes não voltou. O nosso piloto Hermes ficou paranóico após o incidente e começou a ficar desesperado para sair da cela. Tentamos acalmá-lo mas não adiantou muito. Ele se debatia e gritava dizendo que havia alguma coisa no asteróide e que seriamos devorados por ela. O Soldado Straus teve de desacordá-lo. Passamos a arquitetar um plano de fuga. Tentei entrar em contato novamente com Lorenzo mas não conseguimos. Novamente o Dr. Kyu voltou. Ele dessa vez levou o piloto desacordado. Novamente, o mesmo tremor, e o rugido se seguiram.

Eu e a tenente estávamos pensando no plano de fuga quando apareceu diante de nossa cela o soldado Lorenzo. Ele apresentava um ferimento no ombro. Disse que foi atacado e pensaram que ele estava morto. Ele abriu a cela e contou que tentaria nos levar para Garuda para fugirmos. Ele disse que precisávamos sair logo dali pois haviam instalado propulsores no asteróide. Eles iriam tirá-lo de sua orbita normal. Levá-lo para algum lugar habitado. Porém não chegamos até a nave. Durante nossa fuga quando chegamos na parte externa do asteróide Lorenzo se virou para nós armado e disse que deveríamos cooperar. Fomos cercados pelos membros da Estação e conduzidos até a beirada do furo. Vimos junto aos membros da estação com iguais olheiras e olhos pulsantes os membros da minha tripulação que foram tirados da cela. Lá o Dr. Kyu apareceu e com um sorriso e disse que seriamos agregados a comunidade. Segundo as palavras dele “O grande Gollodoth irá iluminá-los para assim seguirmos nossa viagem” Quando perguntei qual era o destino da viagem em questão ele respondeu que iriamos voltar para casa. Iríamos para a Terra.

Após o discurso do Dr. Kyu eles passaram a recitar os mantras e nos colocaram na beira do grande furo. A tenente Lima ficou apreensiva e disse que precisaríamos sair dali o mais rápido possível. Então o tremor começou. Olhando para baixo no furo não acreditei no quem meus olhos viram. Algo se mexia dentro do furo e percebi que subia para a superfície. Consegui distinguir algo que parecia uma cabeça quilométrica com vários pares de olhos e com uma bocarra imensa se abrindo. Então a coisa saiu de dentro do furo. Era imensa. Parecia um verme gigantesto com uma cabeça grande repleta de olhos e com uma bocarra cercada por dois pares de tenazes. No centro uma língua grande dividida por tentáculos saltava para fora. O verme rugiu um som impossivel de ser descrito. Ela ficou de pé no furo como uma naja. O que fez com que percebêssemos o tamanho assustador que possuía. Então aproximou a cabeça de nós e expeliu vários espóros do corpo. Os espóros pareciam grandes insetos que caiam no chão e caminhavam com pernas estranhas em direção aos seres vivos mais próximos. Os membros da tripulação não se incomodaram quando vários deles entraram pela carne de seus braços e pernas. Straus foi atingido por alguns esporos e caiu no chão se contorcendo. Vimos as coisas andando sob sua pele e indo em direção à cabeça. Então olhei para a tenente que fez um sinal de cabeça para mim. Nós dois nos aproveitamos que estavam todos absortos nos mantras e nos livramos dos nossos ex-amigos que nos seguravam na beira do furo. A tenente jogou o sargento Baltazar no buraco enquanto eu desacordei Fernandes e Hermes. O soldado Straus se contorcia no chão tossindo sangue. Tentei ajudá-lo mas a tenente me disse que não havia tempo. Atiramos com as armas que conseguimos nos espóros e nos viramos para fugir. Atiramos em quem entrou em nossa frente. Quando chegamos na parte superior percebemos que o monstro estava nos perseguindo. Se rastejando pela estação atrás de nós. Eu e a tenente chegamos até a nave e tivemos dificuldade de ligá-la. Ouvíamos pela transmissão ligada o mantra demoníaco recitado pelos membros da tripulação enquanto os tremores da aproximação do ser ficavam mais próximos. Ligamos Garuda pouco antes de avistarmos a cabeça gigantesca do monstro se aproximando do hangar.

Durante a viagem a tenente disse que havia algo no compartimento de carga. Quando verifiquei não pude acreditar. Era a cápsula. Ela deveria ter sido colocada em nossa nave para que a levássemos para a Terra. A Tenente disse que talvez a cápsula fosse uma espécie de sinalizador daquela coisa. Porém algo saltou sobre a tenente. Mas não era isso que a preocupava. Ela sentiu uma presença de algo vivo no compartimento. Um dos espóros do monstro estava na cápsula. Ele saltou sobre a tenente e entrou em seu braço. Ela gritou por ajuda mas não consegui impedir que o ser entrasse em seu corpo. Ela começou a tossir sangue e implorou que eu a matasse. Exitei por um instante porém quando seus olhos começaram a ficar vermelhos saquei minha arma e disparei.

Este é o ultimo relatório da unidade Garuda. Estou rumando em direção da estrela mais próxima. Como é arriscado levar esta cápsula para qualquer local habitado decidi destruí-la.  Programei a unidade para a rota com a estrela. Como os sistemas podem se comprometer durante a viagem devido ao campo gravitacional da estrela irei guiá-la pessoalmente. Espero que funcione.

Fim do diário de bordo.

P.S. Ficou grande né…Espero que tenham gostado

P.S. A nave se chama Garuda pois é um ser mitológico indiano, um pássaro do sol. Pensei que como o destino final dela seria numa estrela ficava apropriado. Além de fugir do clichê de colocar o nome de Ícaro…

Quem conta um Conto: A Cápsula: parte 1

Olá Pessoal! Gostei dessa história de contar contos (que coisa redundante não?) e estou estreiando por aqui com o meu. Voltado para  ficção científica e horror aproveitando que sou fã de H.P.Lovecraft. Espero que gostem de ler tanto quanto gostei de escrever. Como sou muito exagerado, meu texto ficou grandinho e por isso dividi em duas partes. A primeira vai hoje e a próxima na sexta-feira, no dia oficial de contos.

Diário de bordo da unidade XR356: Garuda

Operação de transporte protocolo: 37286 17-11-2137

Relator: Capitão Guimarães

Equipe de oito militares: Dois técnicos, dois pilotos, três soldados e um atirador

Sintese da missão:

Transportar a cápsula encontrada pela equipe de escavação da Estação Antares e levá-la para a Unidade de Pesquisas Avançadas no Setor 23 da galáxia. A Estação estuda a possibilidade de existir indícios de vida no asteróide após leituras térmicas indicarem alterações dentro do corpo celeste.

1:30h dia 01-02-2136

Primeira avaliação da missão após o despertar da suspenção da decolagem. Sistemas da unidade Garuda funcionando perfeitamente e em rota para o sistema V1200 para a Estação Antares em XR2765. A tripulação esta utilizando os equipamentos da academia para recobrar a coordenação motora e minimizar os efeitos da animação suspensa. Perdemos contato com a Estação Antares a algum tempo devido a uma tempestade magnética causada por uma estrela que passamos pela orbita a algumas semanas. Até agora não conseguimos recobrar toda a comunicação. A ultima mensagem que recebemos foi em sistema de texto e dizia “Venham Logo”. Havia mais uma parte da mensagem que os técnicos, sargentos Fernandes e Baltazar, estão tentando decifrar.

12:45h dia 04-03-2136

O uso do hiperespaço foi um sucesso e chegamos à orbita da estação. Novamente não conseguimos contato através de rádio ou vídeo. Mesmo assim devemos entrar em contato com a estação em pouco tempo. Os dois técnicos conseguiram identificar qual era o restante da mensagem. “Venham logo, por favor. Antes que ele acorde”. A previsão de chegada é de 12 horas.

0h dia 05-03-2136

Chegamos na Estação e fomos recebidos de forma suspeita pelos tripulantes. Quando chegamos fomos recepcionados pelo supervisor Dr. Kuon Dhon Kyu que demonstrou um comportamento também suspeito. Quando questionado sobre a mensagem ele disse que foi um erro de transmissão e que a mensagem que recebemos era conteúdo interno da estação, uma brincadeira de estagiários. Percebemos que os ocupantes da estação estavam com um comportamento estranho. Eles não estavam exercendo suas atividades e nos observavam o tempo todo. Percebemos ainda que todos apresentavam profundas olheiras como se não estivessem dormindo a dias. Pela contagem rápida do sargento Fernandes faltavam pelo menos 300 dos 1500 membros da pesquisa. Não estavam presentes nas áreas avistadas pela equipe dentro da Estação. O Dr. Kyu explicou estarem nos níveis inferiores analisando o furo.

Enquanto eramos levados para a sala de pesquisa da cápsula percebi que havia uma grande concentração de pessoas no centro da Estação onde ficava escavação. O corredor tinha uma parede de vidro que dava visão ampla da escavação no asteróide. O furo no centro da estação já era quilométrico e não havia trabalhos aparentes de escavação. As máquinas estavam paradas e os trabalhadores e pesquisadores apenas observavam o furo. Quando perguntei o que estava havendo o supervisor disse que um bolsão de gás foi encontrado dentro do Asteróide  próximo de onde havia a cápsula e por isso os pesquisadores haviam parado o trabalho para buscar novas informações sobre o que havia dentro do asteróide.

Ao chegarmos na sala de pesquisas encontramos a cápsula. Ela medida cerca de 3 metros de comprimento por 1,6 de largura. Estava dentro de um compartimento transparente. Os pesquisadores deste setor estavam mais ativos e analisando os computadores. A Cápsula possuia uma camada estranha de algo parecendo um limo de cor esverdeada que dava uma impressão de algo muito antigo. Ela estava rompida, porém não quebrada, era como se algo a tivesse aberto simétricamente no meio como uma porta. Não havia nada dentro dela e nas paredes internas havia símbolos desconhecidos.

Perguntei ao Dr. Kyu o que havia na cápsula e ele disse que não havia nada. Sobre os símbolos explicou que acreditavam ser de uma civilização alienígena antiga que usou o asteróide como estação. Ele explicou que durante as escavações diversos elementos, em ruínas, foram encontradas no interior do asteróide e que indicavam que uma forma de vida inteligente já esteve no local. Havia diversos elementos mas devido a ação do frio do espaço se deterioraram e se desfizeram. Apenas a cápsula em questão aguentou as mudanças de temperatura e deslocamento até a superfície. Ela foi analisada e um símbolo encontrado. Este foi apertado como um botão e o objeto se abriu. Agora os pesquisadores estavam buscando mais artefatos e analisando os simbolos. Devido as condições da estação a cápsula deveria ser removida para um ambiente mais esterelizado para ser estudada e o Dr. Kyu iria conosco.

Passaremos a semana na Estação para que todos os preparativos sejam entregues.

Minha atiradora, a tenente Lima disse que seus sentidos aumentados indicavam uma ameaça mas ela não conseguia identificar porque. Confiei em seu julgamento já que a tenente fazia parte de experimentos de aumento da área cognitiva do cérebro. Como resultado do projeto Parcas a permitia ter uma espécie de sexto sentido que a tornava mais sensível a análises e decisões com uma quase previsão de eventos futuros e sentido de perigo o que a tornava uma atiradora melhor.

6h dia 06-03-2136

Meus homens acordaram reclamando de terem tidos pesadelos durante toda a noite. Estranhamente estes pesadelos eram incrivelmente semelhantes. Eles se viam tentando fugir da estação, porém todas as portas que tomavam levavam à sala da cápsula. Pela janela dos corredores eles podiam ver todos os trabalhadores em torno do furo no chão e falando ao mesmo tempo uma espécie de mantra. Aparentemente havia algo dentro do furo, vivo, enorme e se mexendo. Então a coisa dentro do furo emite um som e eles acordavam.
Tentei tranquiliza-los dizendo que era apenas o fato de estarem impressionados com os indícios de vida alienigena tão fortes desde o incidente nas luas de Marte. O que não revelei a eles é que tive o mesmo sonho. Porém no meu o Dr. Kyu estava na sala de pesquisa com um sorriso diabólico no rosto. E quando acordei poderia jurar que ouvi o rugido da criatura ainda acordado.

Continua…

P.S. Escolhi uma ambientação abrasileirada pois ando nacionalista.

P.S. Parcas para quem não sabe são as fiandeiras do destino dos homens da mitologia grega. Elas determinavam a vida de cada homem e cortavam sua linha quando estes morriam. Com isso elas eram uma espécie de bruxas do tempo que até os deuses respeitavam. Achei interessante dar esse nome para alguém com habilidades de previsão e sexto sentido.

Finishim!

Olá pessoal! Cá estou eu outra vez para falar de uma das séries mais bacanas da atualidade. Mortal Kombat Legacy! A web série de um dos mais iconográficos games da história esta realmente chamando a atenção recontando a história dos principais personagens da franquia. Dirigido e escrito por Kevin Tancharoen  a série tirou a poeira das historias dos principais personagens e ainda deixou a franquia em evidência ajudando a divulgar o novo game.

A série começou quando o diretor, por conta própria, criou um teaser fictício de um filme realista da série Mortal Kombat. O filme foi aclamado por fãs e produtores e depois foi revelado que esta seria a visão do criador do mundo da série. Mais tarde a Warner com o novo jogo no forno acabou recebendo uma propaganda gratuita com o vídeo e decidiu colocar Tancharoen no comando de novo dessa vez mantendo a mitologia original mas com sua visão sombria e realista ainda viva. segue o primeiro vídeo.

Não vou postar todos os videos aqui no blog por motivos óbvios mas basta procurar Mortal Kombat Legacy no Youtube que você deverá encontrar a série inclusive legendada. Salvo alguns episódios de duas partes cada capítulo trazia o foco em um personagem e em como ele se envolveu no torneio Mortal Kombat.  De Jax e Sonya a Scorpion e Sub-Zero a série mostra  origem de cada um dos protagonistas e mantém a mitologia clássica com os jogos de poder e a disputa pelo domínio do mundo. Inicialmente foram previstos 12 episódios sendo que até agora foram lançados 8. Dizem que o próximo só será lançado na San Diego Comic Con um dos maiores eventos de entretenimento do mundo e que este seria o ultimo. Espero que não pois ainda falta um bocado de gente para aparecer como Kung Lao e Liu Kang, que teoriacamente, eram os protagonistas originais do jogo. Mas isso não tira o brilho da série. Para quem é fã de agora ou dos primordios da série é indispensável.

No Omelete vocês encontram todos os episódios da série para ver.

SPOILER ZOOOONE!

Se você ainda naõ viu nada pare de ler o post aqui pois vou cometar os episódios. Agora se não ligar par spoilers fique por sua conta.

Episódios 1 e 2: O começo da séirie confesso que foi meio morno. Mostra como Jax e Sonya passaram a querer escaupelar Kano e como este perdeu o olho direito (cena estilo Tarantino por sinal) Acho que não foi um bom começo, mas serviu para manter a série acesa. Além disso achei a atriz que faz a Sonya muito velha para o papel…

Episódio 3: Este realmente me empolgou ai comecei a  seguir a série religiosamente. Somos apresentados a um Jhonny Cage decadente, fora de forma e buscando um espaço na TV. Ele esta tentando emplacar um novo programa e percebe que esta sendo usado pelos produtores e desce porrada em todo mundo no estúdio. O que me deixou feliz foi a forma como ele terminou com a chegada de Shang Tsung no fim fazendo uma oferta. Acho que o fundo do poço nos E.U.A. é fazer Power Rangers já que Jhonny Cage quer desvincular sua imagem do seriado.

Episódio 4 e 5: Nestes dois episódios eu fiquei um pouco decepcionado. Ele conta historia de Kitana e Milena. Nada contra as duas mas o visual dos personagens do Outwolrd principalmente Baraka, ficou parecendo aquela antiga série do Hercules que passava no SBT. A história em si é bacana mas mesmo assim o visual deixou muito a desejar.

Episódio6: Meu preferido. Nele vemos um Rayden que caiu em um hospício e precisa convencer todo mundo que não é um maluco e que precisa salvar a Terra. Ele tem pouca ação e mais psicologia e parece até um episódio de Lost. No começo do episódio há uma nota do diretor dizendo que este era um episódio feito por ele com sua visão do mundo. acho que deveriam ter deixado o cara trabalhar direito no restante da série…

Episódio 7 e 8: Nestes episódios finalmente entendemos por que Scorpion odeia tanto Sub-Zero. A história estilo samurai e a manipulação de Quan Chi e Shang Tsung da rivalidade das duas famílias é um toque fantástico que realmente deixou a série muito bacana. Tem as melhores cenas de luta da série e mostra a complexidade dos personagens do universo. Muito bacana.

P.S>: Eu queria realmente ver Liu Kang voltar a ter importância na franquia já que dois rivais que lutam igual não é o estilo mais condizente do Mortal Kombat.

P.S.: Se tivessem deixado o diretor trabalhar mais livremente talvez tivéssemos algo mais bacana. Mas estou gostando do resultado e foi bom para as novas gerações conhecerem a história bacana da série.

P.S. De todos os jogos de luta Street Fighter é o que tem a pior história e é o mais famoso. Gostaria que alguém fizesse uma versão Ultimate da franquia.

Queime o Cosmo!

Olá Pessoas!

Cá estou aqui novamente para um post relâmpago de ultima hora! Tudo bem que não é tão novidade assim mas ta fresquinho pelo  menos. Saiu o trailer do novo game dos Cavaleiros do Zodíaco. Ao contrário dos demais games de merda da franquia desta vez a Namco Bandai estará lançando um game de  ação no melhor estilo anda -e- bate com os cinco sofredores cavaleiros de Athena. Porém o mais interessante é que pelo trailer, o game parece realmente promissor!

Pelo que podemos ver poderemos escolher entre os cinco cavaleiros de bronze e subiremos as 12 casas do Santuário para salvar Saori Kido da morte. Sem muita pretensão e com um sistema que parece tradicional vemos que o game coloca os cavaleiros para enfrentar aqueles soldadinhos do santuário e provavelmente os cavaleiros de ouro como chefões de fase. Apesar do visual anime e dos cavaleiros de Athena parecerem meninas, o game promete os golpes especiais do anime e alguns novos e reformulados para aumentar a gama de formas de trucidar os inimigos. E o melhor muitos inimigos na tela para apanhar.

'Me dê sua força Pegasuuuuu"

Agora a cabeça dura do Seyia Serve pra alguma coisa...

Logico que é só um trailer e o sistema de jogabilidade pode ser péssimo mas pelo menos o jogo chamou a atenção. Espero que dessa vez os cavaleiros de bronze sejam divertidos nas nossas mãos.

PS1: por mais que hoje eu deteste o desenho os Cavaleiros foram importantes na minha infância. Até hoje lembro dos meus olhinhos brilhando quando a orelha decepada do Cácius caiu no chão no primeiro episódio. Não tinha sangue na época em lugar nenhum.

PS2: Espero que as lutas contra os cavaleiros de ouro não lembrem em nada as do Anime se não serão chaaaaatas…

PS3: fico pensando como seria os cavaleiros na visão do pessoal que fez God of War! Seria no minimo mais violento( sim MAIS violento) e menos pederástico.

PS4: A Saga de Hades esta sendo exibida de manhã na bandeirantes. Mas em menos de duas semanas vi o mesmo episódio duas vezes. o que passou em seguida era uns três a frente… Eles estão transmitindo como se fosse He-man…