Arquivo da categoria: Projeto 6-12-1

Projeto 6-12-1: O contratante

Guilherme que trabalha como assistente geral em um escritório de advocacia criou as duras penas um site (muito mais ou menos diga-se de passagem) vendendo suas habilidades como arqueiro matador de aluguel.

Depois de um mês sem resposta alguma, apareceu alguém no seu e-mail querendo saber se aquilo era pra valer se ele realmente era um matador de aluguel. Ele mandou um e-mail respondendo. Logo foi marcado para Guilherme ir na casa da pessoa que queria contratar seus serviços. Guilherme estava indeciso e com medo, poderia ser a policia armando uma armadilha, mas decidiu ir depois de escutar a tosse de sua mãe a noite toda.

Chegando no endereço combinado uma fazenda afastada da cidade, o alter ego de Guilherme, conhecido como Drake O Impiedoso, entrou para negociar sua primeira vida. Ao entrar um senhor de meia idade bebendo um bom uísque escoces fez um sinal para que ele se sentasse. Como se ignorasse a ordem o assassino se manteve de pé, o que fez com que o homem sorrisse. Ao se levantar o homem disse:

– Para nossa segurança você nunca saberá meu nome. Me chame de Sacerdote de Anúbis! Tenho planos grandes para você. Mas, primeiro preciso testar suas habilidades. 

– Que planos são esses? disse Drake.

– O que você precisa saber é que conheço seu mestre e que tudo faz parte de algo muito maior. Talves grande demais para sua compreensão, e você terá que provar o contrário.

– Mas de quanto dinheiro estamos falando?

– Concentre-se primeiro na vítima. Não quer saber quem é?

– Não. Preciso apenas de saber quanto você pagará?

– O valor desta primeira vítima é a módica quantia de 100 mil euros. Se prepare então para a Missão Cleopatra.

PROJETO 6-12-1… A virada

Após a extradição de Armed al kaled, por aliciamento de menores, tráfico e formação de quadrilha, Drake abandona seu pseudônimo e volta á dura realidade.

Depois de enfrentar mais uma vez o caos do transporte urbano, enfrentar a ira tempestuosa de São Pedro, cães raivosos, morcegos sugadores de ameixa e enfrentar indubitavelmente questões que afligiam sua deplorável existência: ( sem contar que ainda enfrentara seu irmão mais novo em uma disputa de winning eleven e perdera) Guilherme se encontrava mais uma vez sentado em sua cama ponderando as possibilidades e situações:

– Trabalho a morrer e não tenho dinheiro. À muito custo consegui uma namorada e ela me cobra demais. Me falta dinheiro para estudar e melhorar a carreira. Não tenho tempo para a farra com os amigos, que são poucos.

– Quer saber? CHEGA!!!

Em um ímpeto de pura ira e revolta, recolhe seus bens mais preciosos: playstation 2, a aliança de compromisso, alguns dos presentes que ganhara da sangue-suga namorada e de quebra a alvaja de seu extraditado mestre, dispede-se de Nonézio e Eunice e sai para investir em uma perigosa e lucrativa carreira: O TRÁFICO.

Começou como sempre foi e deve ser: como um qualquer. Distribuía suas carreirinhas e buchinhas no tempestuoso e lamascento bairro, que por muitas vezes, em seus devaneios, fazia lembrar a chuvosa Londres que só conhecia por filmes da TV. A partir daí, alimentado por sua revolta pós-adolescência, a coisa ficou fácil.

Não demorou muito para adquirir os bens que tanto sonhara: carro, moto, arma…

O resto foi conseqüência, afinal, o principal ele já possuia: dinheiro. Mulheres caiam a seus pés como a chuva que tanto lhe atormentava anteriormente. Até que chegou o dia do inevitável: a concorrência.

E então Guilherme se viu mais uma vez entre a cruz e a espada. O traficante de um morro vizinho desafiou-lhe para um duelo à moda antiga. Quem vencesse ficaria com o comando de tudo. Então pensou:

– Essa tá fácil pra mim. Tá tudo dando certo mesmo!

Marcado o local, a platéia logo se aglomerou para saber quem seria o grande maioral.

Enquanto as mulheres molhavam as calcinhas por Guilherme, ao desafiante sobrava apenas a fria e pesada, porém confiante, companhia de sua calibre 12.

De costas um pro outro, começaram a caminhada de dez passos. Quando Guilherme terminou a contagem e se virou empunhando seu arco e a única flecha que guardara de recordação de Al Kaled, deparou-se com o inesperado: O vilão não esperou a contagem e disparou antes do combinado. Guilherme só pôde ver o clarão e depois disso…

Estava de volta olhando para o teto sem acreditar que tinha que ir trabalhar. Adepto da filosofia que ninguém trabalha por que quer e sim porque precisa…

By Fred

Segue Schevchenko

Projeto 6-12-1: Relevantes Lembraças

Ao tomar sua decisão Guilherme começa a se lembrar de seu treinamento com Armed Al Kaled. Na noite em que guilherme chegara do futebol com os amigostudo mudou, ele desce as escadas de sua casa, vê sua mãe e seu pai sentados a mesa a sua espera para jantarem, Guilherme tenta sair mais ao abrir a porta sua mãe grita:

– Guilherme onde você está indo menino?

Sem saber o que falar fica mudo, e cabisbaixo. Sua mãe novamente pergunta:

– Onde é que você está indo uma hora dessas menino? O jantar já está na mesa! Você não vai jantar não?

Sabendo que sua mãe ficaria irritadíssima com seu silêncio, ele rapidamente inventa uma desculpa:

– Ah… uns amigos me chamaram pra jogar Winning Eleven essa noite mãe e eu estava a fim de ir… posso?

Sua mãe não se mostrou muito contente com a história, mas sabendo que seu filho era um bom menino resolveu deixá-lo ir. Ao sair de casa Guilherme foi correndo para casa de Armed Al Kaled, para que ele lhe ensina-se algo sobre arco e flecha, aquela imagem do cachorro com um flecha em seu corpo não saia de sua mente. Ele teria que ir bem escondido, pois se sua mãe soubesse que ele havia mentido e que havia saído de casa para ir a casa de Armed Al Kaled, ele ficaria de castigo por um bom tempo. Não teve muitos problemas para chegar a casa de Armed Al Kaled, pois todos morriam de medo dele e não havia ninguém na rua a essa hora. Ao chegar bateu a porta e esperou alguém atender.

Armed Al Kaled veio atender a porta, e quando abriu não ficou muito surpreso com Guilherme a sua procura. Foi quando Guilherme falou:

– Gostaria que você me treinasse, quero aprender a usar o arco e flecha como você.

Al Kaled antes de qualquer coisa reprimiu Guilherme dizendo:

– Eu já não disse para você ir pra casa garoto? Já te falei que depois te ensino. Guilherme então falou novamente:

– Eu já estive em casa, preciso que me ensine a arte do arco e flecha. Armed Al Kaled então sentou-se e decidiu conversar com Guilherme. Ele então contou a Armed Al Kaled que havia se impresionado com aquele habilidade dele e que gostaria muito de aprender, pois assim isso mudaria muita coisa em sua vida. Armed Al Kaled então decidiu treinar Guilherme mas antes disse-lhe algo:

– A arte de saber usar um arco e flecha não consiste somente em matar o seu oponente, consiste também em um treinamento de espírito meu jovem, e pra isso preciso saber se você está preparado. O que me diz? Guilherme então sem pensar duas vezes repondeu:

– Eu estou preparado MESTRE. Guilherme que a partir daquele momento não se chamaria mais assim, seu nome agora é Drake que significa grande dragão. Começara o treinamento de Guilherme.

_O primeiro passo para se tornanr um grande guerreiro é ter controle de espírito meu jovem. Você precisa ter domínio total de si, disse Armed Al Kaled.

Guilherme, ou melhor Drake começa seu o treinamento com tentando contralar seu espirito de tal forma que ele consiga controlar as coisas a seu redor. Armed Al Kaled lhe passa seu primeiro treinamento que seria entrar em profundo estado de consentração. Ele sente um pouco de dificuldade, a final ter o auto controle não é nada facil. Derepente Drake entra em estado de transe uma aura luminosa começa a rodia-lo e Armed Al Kaled se assuata a final de contas nenhum de seus pupilos havia conseguido tal fasanha tão rapidamente, mas Drake havia conseguido.

Ao ver que Drake não era um aluno comum seu mestre então resolve pergar mas pesado um pouco e o chama:

_Drake agora vamos treinar alguns movimentos de artes marciais, pois antes de você aprender a atre milenar do arco e flecha preciso te ensinar algumas tecnicas de luta. Drake sem objeções alguma concordou e se aprocimou. Derepente Armed Al Kaled se afasta e já volta com uma voadora em drake que sem perceber já vai ao chão, mas drake como já dito não era comum ao cair nao demorou muito para se levantar, ele sabia que tinha que atacar seu mestre mais nao sabia como, a final ele nao sabia golpe algum

Armed Al Kaled começou a provoca-lo falando coisas que realmente ninguem aceitaria ser chamado, foi quando num ato de furia Drake atacou seu mestre com um soco que ao mesmo tempo foi defendido e Armed Al Kaled virou e disse:

_Você precisa muito mais para ao menos me acertar. Armed Al Kaled com a outra mão devolveu o soco, mas para sua surpresa Drake tb defendeu o seu soco, e virou para seu mestre e falou:

_O senhor tem toda razão mas eu aprendo facil. Logo em seguida já lançou sua perna na barriga de Armed Al Kaled que sem muitos problemas foi ao chão, Drake sem pensar duas vezes já foi logo pra cima do seu mestre que se esquivou voltando dando-lhe um soco que acertou em cheio na cara, que também foi ao chão sem muita dificuldade.

Armed Al Kaled ao ver o grande esforço de seu aluno que apesar de machucado queria levantar e lutar virou pra ele e disse:

_Você é um bom aluno, Resistente, agiu, corajozo, você provou ser digno dos mesu ensinamentos, passou em dois dos meus testes coisa que a muito tempo ninguem conseguia, parabéns. Drake ficou muito feliz e sorriu para Armed Al Kaled que estava muito contente com seu aluno.

_Vamos passar agora para seu treinamento com o arco. Armed Al Kaled foi até uma sala logo atraz da que eles estavam treinando e buscou aquele arco e aquelas flechas que tanto empresionaram Guilherme ou melhor Drake no momento em que ele viu Armed Al Kaled salvar sua vida, o grande arco dourado e poderoso estava logo ali na sua frente e ele teria a grande chance de tocalo. Armed Al Kaled pegou o arco e disse:

_A arte de se usar um arco nao é muito complicado, basta você sentir o arco em suas mão sentir que a direção da flecha é realmente o que você com toda a sua força e sentimento quer realmente acertar e concentrar todo seu poder nesse sentimento e… Derepente Armed Al Kaled acerta um alvo bem ao fundo da sala, no meio certinho. Drake fica total mente empresionado, ele sabia que aquilo seria seu destino, foi quando Armed Al Kaled lhe passou o arco e disse:

_Drake agora é sua vez. Drake pegou o arco ainda meio sem jeito e tentou posiciona-lo para atirar, pegou uma flecha colou-a no arco e derepente… A flecha nem ao menos no alvo acertou. O mestre de Drake vendo aquela situação lhe falou novamante para sentir o arco em suas mão e direcionar a flecha com todo seu sentimento, foi quando Drake ao colocar a flecha no arco, olhou bem no alvo, sentiu aquele poder pulsar em suas veias e zuuu, a flecha atingiu o alvo bem no centro. Armed Al Kaled ver que seu pupilo havia acertado o centro do alvo com tal facilidade percebeu que não havia mais nada para se fazer a não ser dar realmente os parabéns para Drake.0

F oi quando Guilherme ou melhor Drake escutou novamente sua mãe à tosir na la em baixo na cozinha e se despertou de suas lembranças, mais decidido ainda em continuar com a ideia de matador de aluguel…

P.S.: A continuação eu deixo por conta do nosso companheiro Fred…

Projeto 6-12-1: O Egípcio

Guilherme tinha oito anos. Ele brincava na rua de queimada com os vizinhos. O sol já estava se pondo e as mães já gritavam os nomes das crianças chamando-as para entrar e tomar banho. Arthur, um dos amigos de Guilherme, chutou a bola para assim terminar o jogo. A bola caiu em um lote vago na esquina da rua. Como a bola era de Guilherme, ele entrou lá para pega-lá.

Guilherme chegou em casa exausto. Sua mãe , Eunice, havia preparado um jantar. Arroz, feijão e bife de boi. A carne era de segunda. Ela estava lavando alguns utensílios de cozinha na pia quando Guilherme chegou abrindo a porta da cozinha. Ele havia pego um atalho pelo lote do fundo de seu quintal para encurtar o caminho. Dona Eunice se virou para ele e ficou espantada com o estado do filho, ensopado, e cansado:

– Meu Deus Guilherme! Você tomou aquela chuva toda?

Gulherme acenou com a cabeça.

– Vai tomar um banho e desce pra jantar. Vou preparar algo quente pra você.

Seu pai Nonézio, assistia o jornal Candidés na sala, sem camisa, segurando um copo americano com um pouco de café no fundo. Guilherme comprimentou secamente o pai, que respondeu da mesma forma. Ele Foi para o quarto no final do corredor. Seu pensamento era um só: Como ganhar mais dinheiro.

Guilherme entrou no lote com cuidado, pois havia um pedaço do que antes era uma cerca de arame farpado na entrada. Ele passou pelo arame e começou a procurar a bola. Então ele ouviu um som atrás dele. Já estava escuro quando ele viu um par de olhos brilhantes. Era um cachorro de rua que estava vivendo no lote há uma semana. Todos sabiam que ele estava doente, com raiva. Os olhos do cão refletiram os faróis de um carro, que descia pela rua que fazia esquina com a rua de Guilherme. Ele ficou paralizado. Não consegia se mexer de medo. O cão latiu ferozmente. Guilherme se assustou com os latidos. Então o cão fez menção de atacar. Guilherme esperou o ataque.

Guilherme tomou um banho rápido. Já estava acostumado a tomar banhos rápidos para economizar energia. Foi para o quarto. Seu quarto como sempre bagunçado. Ele não tinha tempo para arrumá-lo. Um guarda-roupa velho ao lado da porta, sua cama encostada na parede, roupas espalhadas pelo chão. Um arco encostado ao lado da cama com uma aljava no chão. Um computador modesto em uma escrivaninha. Sua janela dava para a rua e os faróis dos carros iluminavam seu quarto ainda escuro. Ele então acendeu a luz. E começou a se assustar com a idéia que começava a se formar em sua mente.

O cão caiu no chão inerte. Uma flecha atravessara seu pescoço no instante que ele saltou sobre o garoto. Guillherme não entendeu o que aconteceu. Um farol de um carro iluminou o corpo do cão morto. O sangue escorria da ferida. Então Guilherme gelou:

– Está bem menino?

Disse uma voz rouca e forte com um sotaque. Guilherme virou-se lentamente e ficou ainda mais assustaddo com a figura que viu. Um homem alto, com a barba bem aparada e os cabelos grisalhos. Ele usava um paleto preto e calça preta. Tinha uma cicatriz no lado esquerdo do rosto. Sua pele era morena, quase negra. Nas mãos ele carregava um arco:

– Está bem menino? – Tornou a perguntar o homem.

Guilherme balançou a cabeça afirmativamente.

– Que bom.

– O cachorro tá morto? – Perguntou Guilherme apontando para o corpo do animal.

– Acho que sim.

– Isso aí é um arco e flecha?

– Bem é só o arco, as flechas estão aqui. – Apontou o homem para as costas, mostrando a aljava com alguamas flechas.

– E o senhor acertou o cachorro mesmo no escuro?

– Esperei um carro passar para assim ter uma visão melhor. Tive apenas sorte.

– Me ensina?

– A usar o arco?

– Isso! Quero fazer igual o senhor!

O homem era Armed Al Kaled. Um Egípcio naturalizado brasileiro que vivia há nos naquela rua. As crianças tinham medo dele. Os adultos o evitavam por ele ser estrangeiro. Apesar de viver em uma casa grande e suntuosa ao lado do lote vago, ele perdeu a família há alguns anos e era um homem solitário. Triste.

– Ensino. Agora vá pra casa que sua mãe está esperando.

Guilherme correu para casa sorrindo. No escuro Armed sorriu também.

Guilherme ouviu a tosse de sua mãe na cozinha. Ela estava doente. Há anos. Eles nunca tiveram dinheiro para um tratamento decente. Guilherme detestava aquela situação. Queria uma vida melhor. Queria sua mãe curada. Queria Já.

Ele então olhou para o arco no chão. O pegou. Puxou a corda algumas vezes. Então o colocou de volta e abriu a janela. Um morcego voava na amexeira do lote em frente a sua casa. Sua mãe continuava a tossir. Cada vez mais forte. O morcego voava livre e sugava várias ameixas. Ele estava começando a ficar irritado com o morcego. Era como se o animal zombasse dele com sua capacidade de voar, sua liberdade, sugando para sobreviver. Como um parasita. Sua mãe tossia.

Ele começou a se lembrar de todas as vezes que se aproveitaram dele, como o morcego fazia com a ameixeira, sugando seus frutos, se aproveitando do que ela tinha de melhor. Guilherme começou a ter um ódio profundo do morcego. Sua mãe quase vomitou na cozinha. Guilherme estava cansado. Não importava como, ele precisava sair daquela vida. Precisava tratar sua mãe. Guilherme então pegou o arco e uma flecha do chão. Armou a arma rapidamente e disparou o virote. O morcego caiu inerte.

Guillherme então teve uma idéia. Ele usaria a única coisa que ele sabia fazer. Usar o arco. Ele seria matador de aluguel. Usaria sua habilidade para ganhar dinheiro, se aproveitando do ódio e ressentimento que pessoas iguais a ele sentiam.

Guilherme sorriu.

P.S. Zorbinha continuará em breve….

Projeto 6-12-1: A um passo do abismo

Guilherme consegue chegar no ônibus que já estava pra sair. Quase sem fôlego devido a corrida, ele entra no ônibus com a esperança de encontrar um lugar vazio para que pudesse se sentar e descansar. Mas como era de se esperar, o veículo estava lotado de pessoas suadas e de intenso mau humor depois de um longo dia de trabalho.
Seu próprio humor, que já não estava muito bom, desce mais um degrau e fica pior ainda. Após descer no último ponto mais próximo de sua casa,depois de duas horas e meia de viagem, é supreendido com um forte temporal repentino que de imediato encharca suas roupas e a papelada que havia trazido do seu trabalho para adiantar a entrega de um projeto importante para o dia seguinte.

Mais uma vez, seu pensamento se volta para uma forma de conseguir mais dinheiro. Se ele ganhasse um bom salário poderia ter um carro e chegar rapidamente em casa, ao invés de ter que disputar espaço em um ônibus apertado, ainda ter que andar quase que um kilômetro para chegar a sua casa e além de tudo ter que enfrentar caprichos de São Pedro quase que diariamente. Enquanto trilha o seu caminho em meio ao barro das ruas não pavimentadas e mal iluminadas de seu bairro, sua mente começa a se preencher de pensamentos obscuros que o ajudariam a sair daquele buraco, o qual ainda tinha coragem de chamar de vida.

By El Ray

Ps: Em breve Lightsaber com o próximo episódio.

Projeto 6-12-1

Após longas conversas de conteúdo filosofal e existencial proponho agora aos meus companheiros levar a diante um projeto ousado. Escreveremos uma história a doze mãos. Isso mesmo! Todos os seis malucos que embarcaram nesta nave desenvolverão brigas, diálogos ou simplesmente devanear sem compromisso. Usaremos a facilidade de expor idéias do blog e junto com vocês veremos esse “filhote” nascer.

As regras são simples, estabelece aleatóriante uma ordem e cada um escreve na sua vez. Sem repressões, sem censuras nem amarras. O desafio será juntar seis bagagens culturais e levá-las juntas a algum lugar, espero que com coesão. A ordem será: DarKaiser, El Ray, Lightsaber, Zorbinha, Fred e Schevchenko.

O resultado podem ser dois. Uma estória (ou história sei lá) bem escrita com peso de clássico e que se tornará um livro best seller ou uma imenso desastre literário que num falará nada com nada!

Projeto 6-12-1 O início

Ao acordar na manhã de segunda Guilherme olha para o teto do quarto sem acreditar que tem de ir trabalhar. Adepto da filosofia que ninguém trabalha por que quer e sim porque precisa, junta um pouco das forças que ainda restam em seus músculos e se levanta vagarosamente. Com o corpo preguiçoso e pesado de quem está se perguntando o porque de ter que pautar sua vida em torno do dinheiro vai ao banheiro. O sono ainda é tanto que para esvaziar a bexiga se senta. Aproveita e escova os dentes. Neste momento sua mãe lhe fala algo da cozinha que não compreendeu mas mesmo assim responde um “tá”.

Após todo o ritual matinal Guilherme segue para seu famigerado trabalho. A caminhada de seu trabalho para o ponto do ônibus serve para por a pauta do que aconteceu durante o dia em ordem. Mas, chega apenas a uma conclusão – tenho que fazer alguma coisa para ganhar mais dinheiro e ainda trabalhar menos. Balança a cabeça e pensa que se fosse fácil todos faziam igual. Ri nervoso da própria vida e da falta de oportunidades claras. É abstraído do mundo de sua mente pois o ônibus está saindo e é preciso correr.

Por DarKaiser 

Ps: Em breve a continuação desta história por El Ray.