A mágika de Unknow Armies

What will you risk to change the world?

Mas se você não tivesse a chance de mudar (direta ou indiretamente) apenas o mundo, mas o universo inteiro? Todo o cosmos? E se houvesse uma cultura suburbana, com crenças e costumes totalmente excêntricos, porém detendo o conhecimento para destruir e destituir a “existência” atual e recria-la à sua forma e semelhança, como se fosse uma espécie de deus?

Basicamente e bem resumidamente, essa é a premissa de Unknow Armies, um RPG da Atlas Games que, sinceramente, é um dos melhores que já li, tanto na temática, como também nas regras.

O livro apresenta o cenário, dividido em três níveis: street, global e cosmic. O interessante é que a campanha comece e avance nesse sentido, começando com os jogadores/personagens sabendo quase nada no que estão envolvidos (street) e aos poucos irem descobrindo a verdadeira realidade oculta atrás da realidade (global e cosmic).

No enredo, existe o Occult Underground, uma subcultura que vive entranhada e coexistindo na sociedade que conhecemos, mas que ao mesmo tempo possui sua própria concepção da existência. Nesse mundo à parte, existem duas figuras principais, os adeptos e os avatares.

No primeiro caso, por terem uma visão tão própria (e eu diria até mesmo deturpada) da realidade, são capazes de alterarem o mundo apenas com sua força de vontade, o que chamam de magick.

Detalhe: os adeptos utilizam de um tipo de foco ou caminho para conseguirem realizarem suas proezas mágikas: as escolas. Nesse quesito, o jogo começa a mostrar porque veio. Esqueça as descrições rotineiras e repetitivas de outros RPG`s com temáticas arcanas. Os bibliomancers, por exemplo, retiram seu poder de bibliotecas particulares: quanto mais raros os livros, mais poderoso costuma ser o mágiko. Ou os cliomancers, que retiram seus poderes de locais conhecidos, importantes ou mesmo históricos. Há ainda os dipsomancers, que realizam mágika somente quando estão bêbados ou os pornomancers, que em sua maioria integram o Sect of the Naked Goddes e adquirem poder praticando sexo ritualístico.

Do outro lado da moeda, há os avatares (por favor, nenhuma referência ao filme de Cameron). Aqui, as pessoas seguem um caminho tão a risca que personificam estereótipos difundidos na cresça humana a milhares e milhares de anos, como “A Mãe”, “O Guerreiro”, “O Executor”, “O Demagogo”, “O Mercador”, entre tantos outros. Seguindo cada um uma trilha específica, os avatares (conscientemente ou não) acabam adquirindo habilidades mágikas, que crescem a medida que esses indivíduos não abandonam suas trilhas.

E é justamente aí que a história fica melhor ainda. Além da existência como é conhecida, tanto pelos meros humanos quanto por aqueles que conhecem o Occult Underground, há a Statosphera, um reino onde os arquétipos reinam como deuses, fazendo parte do Invisible Clergy. O avatar mais poderoso de um determinado estereótipo ascende e se transforma em um godwalker, literalmente. E é dito que quando 333 avatares ascenderem, eles se transformaram em uma consciência superior, refazendo completamente a própria existência.

O grande lance é guerra oculta entre os avatares e os godwalkers, porque mesmo tendo poderes inimagináveis, é possível destituir um desses “deuses” e caso exista um avatar em todo o mundo mais poderoso do que os outros, ele poderá ocupar o lugar de seu antecessor.

Regras

Em Unknown Armies, as rolagens de dados se resumem em rolagens de porcentagem (dois d10, um para dezena e outro para unidade). O resultado é bem sucedido quando é menor ou igual a perícia ou estatística.

O interessante e também a diferença com outros jogos é que não há uma lista pré-definida de perícias, cabendo a cada jogador definir o que seu personagem sabe fazer. Além disso, a marcação da integridade física dos personagens fica na responsabilidade do mestre e não dos jogadores.

Vale lembrar que mesmo possuindo dons supremos, os adeptos, avatares, godwalkers e outras criaturas sobrenaturais que vivem no Occult Underground podem facilmente serem mortas com tiro certeiro de uma calibre .12 ou mesmo com uma manobra bem executada de posse de uma serra elétrica ou uma katana.

Concluindo…

Um jogaço! O contexto inovador, repleto de ganchos para boas interpretações, aliado a um sistema simples, no entanto bem abrangente, torna as sessões bem ágeis. O ponto fraco que a Atlas pecou foi não dar uma atenção maior à parte gráfica, mas nada que desmereça a obra. Se você é como eu e está sempre atrás de um RPG novo, Unknown Armies é a escolha certa!

PS: Esse deveria ser a segunda parte da resenha de Unkown Armies, mas como eu acabei atrasando (pra variar) achei melhor fazer uma resenha só, definitiva, já que nem todo mundo tem tempo, paciência ou saco mesmo para ficar procurando posts antigos

PS: Sim, eu acabo demorando um pouco pra postar, mas é o trabalho que não me dá tempo

PS: Ainda tentando montar um grupo pra jogar Unkown Armies

PS: A primeira resenha tá aqui

100% Brazuca

Olá Pessoal!

Cá estou eu novamente para falar de um piloto de uma série que eu adoraria ver se tornar um grande sucesso. 3%. A série brasileira foi uma das finalistas do FicTV 2011, projeto do Ministério da Cultura que prevê liberação de orçamentos para projetos de séries brasileiras. A série não venceu mas conseguiu ficar entre os finalistas e gravar seu piloto que foi disponibilizado na rede.

O roteiro é no melhor estilo futuro distópico de ficção científica. Em um mundo dividido em duas “partes” de um lado as pessoas sofrem com dificuldades e do outro, teoricamente, tudo é melhor. Porém as pessoas do lado ruim só tem uma chance de passar para o lado bom que é através de um teste que todos fazem aos 20 anos de idade. Apenas 3% das pessoas passam para o outro lado, o restante fica do lado ruim sofrendo e não podem tentar mudar de novo. O tal teste é inumano e muito cruel e isso já vemos no primeiro episódio. Quem já fez entrevista de empregos concorridos irá reconhecer uma espécie de versão hardcore das conhecidas dinâmicas. Acredito que a idéia do autor seja essa mesmo de fazer metáforas com nossa sociedade que faz um filtro nos jovens fazendo-os perder os valores por uma “vida melhor”.

Os testes são assustadores  e há um jogo psicológico muito bacana que mostra uma espécie de inversão de valores muito cruel. Pelo que vi os personagens terão de fazer escolhas duras se quiserem realmente passar para o outro lado.  Além disso o trabalho de direção, roteiro, e atuação é muito acima da média que estamos acostumados na TV brasileira, com 0s atores que figuram entre as “celebridades”. Realmente um trabalho fantástico.

Agora chega de papo e vamos aos vídeos. O episódio foi dividido em três vídeos para sair no youtube. Mas isso só aumenta o suspense gerado. Acompanhe ai conosco!

 

Espero que a série continue de alguma forma, mesmo que seja pela net, aliás acho que a esperança das séries de ficção brasileiras é a internet. Tomara que continue

P.S. As entrevistas para mim foi o melhor do episódio

P.S. Ótimo trabalho dos atores !

P.S. Essa é a prova que série brasileira não precisa ter o mesmo padrão, podemos fazer coisas melhores. Espero que isso se multiplique que nem vírus.

Quem conta um Conto: A cápsula: Parte 2

Agora vamos para a segunda parte de meu conto de horror! Se não leu a primeira está no post de baixo.

3h dia 08-03-2136

Os sonhos da minha tripulação continuaram e isso passou a me preocupar. Nos dois dias que estivemos lá percebemos o quão incomodo era para as pessoas da estação nossa presença. Inicialmente acreditei que era pelo fato de estarmos armados e sermos membros do exército em um ambiente arqueológico. Porém percebemos que poderia ser mais que isso quando o técnico Baltazar foi atacado por dois membros da escavação. Ele estava verificando o tal problema de comunicação e percebeu que estava tudo perfeitamente em ordem. Então ao chegar na parte inferior da estação foi surpreendido por dois técnicos que o agrediram. Isso gerou uma grande tensão entre meus subordinados e os membros da equipe de pesquisa que precisou de minha intervenção e do Dr. Kyu. Porém percebi que o Dr. Kyu ficou feliz com a atitude de seus subordinados e, segundo ele, para evitar novos problemas nossa equipe deveria se manter nos alojamentos aguardando para a saída. Baltazar nos contou depois que enquanto descia descobriu uma prisão improvisada na parte inferior da estação. Ele ouviu gritos de socorro dentro da prisão mas não teve tempo de identificar quantas pessoas estavam no local, pois foi surpreendido pelos dois homens. Antes de ser arrastado para a superfície da estatação ele jurou ter visto gigantescos olhos em uma das paredes que davam para o furo no Centro do Asteróide.

Naquela noite eu novamente tive o sonho evolvendo a fuga da nave e o estranho mantra em torno do buraco. Quando acordei suado e desorientado resolvi dar uma volta pela estação. Assim que abri a porta de meu alojamento encontrei a tenente Lima prestes a bater. Ela fez um sinal de silêncio para mim e pediu que a seguisse. Quando chegamos até a área de observação da escavação parei sem palavras ou ação. Em torno do furo no chão todos os pesquisadores estavam recitando um estranho mantra.

12h dia 09-03-2136

Após o incidente da ultima madrugada eu reuni minha equipe para tentar desvendar o que estava havendo na estação. O técnico Baltazar apresentou um comportamento estranho e violento. Ele repetia frases sem sentido e quase agrediu o outro técnico Fernandes durante uma discussão sem fundamento. Nosso acesso ao restante da estação ficou restrito após o incidente com Baltazar e por isso  ficamos isolados em nossos alojamentos. Pedi ao soldado Lorenzo para investigar as áreas inferiores da estação. Ele usou uma máscara de filtragem para evitar algum efeito dos tais bolsões de ar que suspeitávamos ter afetado Baltazar. O técnico Fernandes hakeou a rede da estação para buscar avaliar os vídeos de segurança para descobrir o que tem ocorrido na estação na última semana.

Nos vídeos ele retornou até o momento em que a cápsula foi retirada do furo. Notamos uma atividade muito acima da que era vista hoje na estação. Ela foi levada para a sala de pesquisas onde foi estudada por uma semana. Após a retirada da cápsula, o grupo de trabalhadores que fez o trabalho ficou violento e precisou ser contido sendo levado para o subsolo da estação. Durante as pesquisas foram encontrados os símbolos na parte externa e foi apertado o botão por um pesquisador. Um som agudo foi emitido após a abertura e todos os pesquisadores caíram tapando os ouvidos. Houve interferência dos vídeos a partir daí. Vimos muito pouco, apenas o trabalho para alargar o furo e a redução drástica da atividade em toda a estação ficando concentrada na cápsula e no furo. Fernandes conseguiu recuperar parte do material perdido. Nele vimos uma imagem turva de a tripulação em torno do furo e pela imagem esfumaçada parecia algo saindo do buraco. Pelo tamanho imaginamos ser uma coluna de fumaça embora tivesse uma estranha forma semelhante a de uma serpente ou minhoca.

01h dia 10-03-2136

Lorenzo não voltou da investigação o que nos deixou apreensivos. Tentei contato com ele através do rádio, mas ele não respondia e havia apenas estática. A tenente Lima se disponibilizou para ir atrás dele, então percebemos que Baltazar também havia desaparecido. Ele estava descontrolado demais e por isso nós o neutralizamos com calmantes e o amarramos na cama. A soldado Karina ficou de guarda, mas ele a enganou e conseguiu escapar. Durante a fuga ele atirou contra ela duas vezes. Tentamos socorre-la mas era tarde demais. Após percebermos a fuga de Baltazar tentamos novamente entrar em contato com o soldado Lorenzo novamente sem sucesso. Então chamei o Dr. Kyu até os alojamentos para informar que havia um homem violento a solta.  Ele esta aqui e estou indo encontrar com ele mas a tenente Lima já me informou que outros cinco homens estão com ele e estão armados. Acho que seremos detidos.

dia 11-03-2136

dia 12-03-2136

01h dia 13-03-2136

Acho que consegui…. (estática) …vamos droga! (estática) Capitão Guimaraes voltando a transmissão do diário de bordo. Estava detido nos ultimos dois dias mas consegui escapar e fugir da estação Antares. Não sei se os fatos que relatarei a seguir realmente aconteceram, ou se foram produto de minha mente cansada por algum tipo de gás alucinógeno que havia na estação. Espero que eu esteja drogado.

Quando chegou até o nosso alojamento o Dr. Kyu estava aparentemente calmo porém seus olhos estavam com profundas olheiras e veias vermelhas pulsavam em suas escleróricas. Informei do incidente e ele disse que não precisaria se preocupar pois o sargento não iria matar ninguém na estação. Quando o questionei por isso Baltazar e outros cinco técnicos entraram não alojamento. Estavamos detidos, fomos entregues por Baltazar. Tentamos lutar, consegui derrubar um dos capangas assim como a tenente Lima também o fez. Lutamos no alojamento mas não foi suficiente, Nosso piloto Ferreira ao tentar atacar o Dr. Kyu foi morto com um tiro disparado por Baltazar. Durante o embate fomos neutralizados com armas de choque e carregados. Ao sermos levados para a parte inferior da estação fomos colocados na prisão improvisada. Lá não havia ninguém além de nós. Várias manchas de sangue estavam por toda a parte. Não questionei ao Dr. Kyu o paradeiro de Lorenzo esperando que este estivesse escondido pela estação.

Passamos o dia presos e não ouvimos mais atividades na estação, apenas ruídos no fundo do asteróide abaixo de nós. Como se houvesse algo grande se movendo. No final do dia Dr. Kyu se aproximou de nós e mandou que seus capangas tirassem um de nós de dentro da cela. Tentamos evitar mas fomos impedidos com armas de choque. O técnico Fernandes foi retirado da cela e levado. Cerca de uma hora depois pudemos ouvir o estranho mantra recitado pelos tripulantes. Um tremor nos atingiu. Ouvimos algo subir pelo furo. Pelo tamanho do tremor e do ruido feito acreditamos que foi uma explosão de gás no fundo e que uma coluna subiu. Porém ouvimos um rugido. O mesmo que ouvíamos em nossos sonhos.

Após o incidente continuamos presos. O técnico Fernandes não voltou. O nosso piloto Hermes ficou paranóico após o incidente e começou a ficar desesperado para sair da cela. Tentamos acalmá-lo mas não adiantou muito. Ele se debatia e gritava dizendo que havia alguma coisa no asteróide e que seriamos devorados por ela. O Soldado Straus teve de desacordá-lo. Passamos a arquitetar um plano de fuga. Tentei entrar em contato novamente com Lorenzo mas não conseguimos. Novamente o Dr. Kyu voltou. Ele dessa vez levou o piloto desacordado. Novamente, o mesmo tremor, e o rugido se seguiram.

Eu e a tenente estávamos pensando no plano de fuga quando apareceu diante de nossa cela o soldado Lorenzo. Ele apresentava um ferimento no ombro. Disse que foi atacado e pensaram que ele estava morto. Ele abriu a cela e contou que tentaria nos levar para Garuda para fugirmos. Ele disse que precisávamos sair logo dali pois haviam instalado propulsores no asteróide. Eles iriam tirá-lo de sua orbita normal. Levá-lo para algum lugar habitado. Porém não chegamos até a nave. Durante nossa fuga quando chegamos na parte externa do asteróide Lorenzo se virou para nós armado e disse que deveríamos cooperar. Fomos cercados pelos membros da Estação e conduzidos até a beirada do furo. Vimos junto aos membros da estação com iguais olheiras e olhos pulsantes os membros da minha tripulação que foram tirados da cela. Lá o Dr. Kyu apareceu e com um sorriso e disse que seriamos agregados a comunidade. Segundo as palavras dele “O grande Gollodoth irá iluminá-los para assim seguirmos nossa viagem” Quando perguntei qual era o destino da viagem em questão ele respondeu que iriamos voltar para casa. Iríamos para a Terra.

Após o discurso do Dr. Kyu eles passaram a recitar os mantras e nos colocaram na beira do grande furo. A tenente Lima ficou apreensiva e disse que precisaríamos sair dali o mais rápido possível. Então o tremor começou. Olhando para baixo no furo não acreditei no quem meus olhos viram. Algo se mexia dentro do furo e percebi que subia para a superfície. Consegui distinguir algo que parecia uma cabeça quilométrica com vários pares de olhos e com uma bocarra imensa se abrindo. Então a coisa saiu de dentro do furo. Era imensa. Parecia um verme gigantesto com uma cabeça grande repleta de olhos e com uma bocarra cercada por dois pares de tenazes. No centro uma língua grande dividida por tentáculos saltava para fora. O verme rugiu um som impossivel de ser descrito. Ela ficou de pé no furo como uma naja. O que fez com que percebêssemos o tamanho assustador que possuía. Então aproximou a cabeça de nós e expeliu vários espóros do corpo. Os espóros pareciam grandes insetos que caiam no chão e caminhavam com pernas estranhas em direção aos seres vivos mais próximos. Os membros da tripulação não se incomodaram quando vários deles entraram pela carne de seus braços e pernas. Straus foi atingido por alguns esporos e caiu no chão se contorcendo. Vimos as coisas andando sob sua pele e indo em direção à cabeça. Então olhei para a tenente que fez um sinal de cabeça para mim. Nós dois nos aproveitamos que estavam todos absortos nos mantras e nos livramos dos nossos ex-amigos que nos seguravam na beira do furo. A tenente jogou o sargento Baltazar no buraco enquanto eu desacordei Fernandes e Hermes. O soldado Straus se contorcia no chão tossindo sangue. Tentei ajudá-lo mas a tenente me disse que não havia tempo. Atiramos com as armas que conseguimos nos espóros e nos viramos para fugir. Atiramos em quem entrou em nossa frente. Quando chegamos na parte superior percebemos que o monstro estava nos perseguindo. Se rastejando pela estação atrás de nós. Eu e a tenente chegamos até a nave e tivemos dificuldade de ligá-la. Ouvíamos pela transmissão ligada o mantra demoníaco recitado pelos membros da tripulação enquanto os tremores da aproximação do ser ficavam mais próximos. Ligamos Garuda pouco antes de avistarmos a cabeça gigantesca do monstro se aproximando do hangar.

Durante a viagem a tenente disse que havia algo no compartimento de carga. Quando verifiquei não pude acreditar. Era a cápsula. Ela deveria ter sido colocada em nossa nave para que a levássemos para a Terra. A Tenente disse que talvez a cápsula fosse uma espécie de sinalizador daquela coisa. Porém algo saltou sobre a tenente. Mas não era isso que a preocupava. Ela sentiu uma presença de algo vivo no compartimento. Um dos espóros do monstro estava na cápsula. Ele saltou sobre a tenente e entrou em seu braço. Ela gritou por ajuda mas não consegui impedir que o ser entrasse em seu corpo. Ela começou a tossir sangue e implorou que eu a matasse. Exitei por um instante porém quando seus olhos começaram a ficar vermelhos saquei minha arma e disparei.

Este é o ultimo relatório da unidade Garuda. Estou rumando em direção da estrela mais próxima. Como é arriscado levar esta cápsula para qualquer local habitado decidi destruí-la.  Programei a unidade para a rota com a estrela. Como os sistemas podem se comprometer durante a viagem devido ao campo gravitacional da estrela irei guiá-la pessoalmente. Espero que funcione.

Fim do diário de bordo.

P.S. Ficou grande né…Espero que tenham gostado

P.S. A nave se chama Garuda pois é um ser mitológico indiano, um pássaro do sol. Pensei que como o destino final dela seria numa estrela ficava apropriado. Além de fugir do clichê de colocar o nome de Ícaro…

Quem conta um Conto: A Cápsula: parte 1

Olá Pessoal! Gostei dessa história de contar contos (que coisa redundante não?) e estou estreiando por aqui com o meu. Voltado para  ficção científica e horror aproveitando que sou fã de H.P.Lovecraft. Espero que gostem de ler tanto quanto gostei de escrever. Como sou muito exagerado, meu texto ficou grandinho e por isso dividi em duas partes. A primeira vai hoje e a próxima na sexta-feira, no dia oficial de contos.

Diário de bordo da unidade XR356: Garuda

Operação de transporte protocolo: 37286 17-11-2137

Relator: Capitão Guimarães

Equipe de oito militares: Dois técnicos, dois pilotos, três soldados e um atirador

Sintese da missão:

Transportar a cápsula encontrada pela equipe de escavação da Estação Antares e levá-la para a Unidade de Pesquisas Avançadas no Setor 23 da galáxia. A Estação estuda a possibilidade de existir indícios de vida no asteróide após leituras térmicas indicarem alterações dentro do corpo celeste.

1:30h dia 01-02-2136

Primeira avaliação da missão após o despertar da suspenção da decolagem. Sistemas da unidade Garuda funcionando perfeitamente e em rota para o sistema V1200 para a Estação Antares em XR2765. A tripulação esta utilizando os equipamentos da academia para recobrar a coordenação motora e minimizar os efeitos da animação suspensa. Perdemos contato com a Estação Antares a algum tempo devido a uma tempestade magnética causada por uma estrela que passamos pela orbita a algumas semanas. Até agora não conseguimos recobrar toda a comunicação. A ultima mensagem que recebemos foi em sistema de texto e dizia “Venham Logo”. Havia mais uma parte da mensagem que os técnicos, sargentos Fernandes e Baltazar, estão tentando decifrar.

12:45h dia 04-03-2136

O uso do hiperespaço foi um sucesso e chegamos à orbita da estação. Novamente não conseguimos contato através de rádio ou vídeo. Mesmo assim devemos entrar em contato com a estação em pouco tempo. Os dois técnicos conseguiram identificar qual era o restante da mensagem. “Venham logo, por favor. Antes que ele acorde”. A previsão de chegada é de 12 horas.

0h dia 05-03-2136

Chegamos na Estação e fomos recebidos de forma suspeita pelos tripulantes. Quando chegamos fomos recepcionados pelo supervisor Dr. Kuon Dhon Kyu que demonstrou um comportamento também suspeito. Quando questionado sobre a mensagem ele disse que foi um erro de transmissão e que a mensagem que recebemos era conteúdo interno da estação, uma brincadeira de estagiários. Percebemos que os ocupantes da estação estavam com um comportamento estranho. Eles não estavam exercendo suas atividades e nos observavam o tempo todo. Percebemos ainda que todos apresentavam profundas olheiras como se não estivessem dormindo a dias. Pela contagem rápida do sargento Fernandes faltavam pelo menos 300 dos 1500 membros da pesquisa. Não estavam presentes nas áreas avistadas pela equipe dentro da Estação. O Dr. Kyu explicou estarem nos níveis inferiores analisando o furo.

Enquanto eramos levados para a sala de pesquisa da cápsula percebi que havia uma grande concentração de pessoas no centro da Estação onde ficava escavação. O corredor tinha uma parede de vidro que dava visão ampla da escavação no asteróide. O furo no centro da estação já era quilométrico e não havia trabalhos aparentes de escavação. As máquinas estavam paradas e os trabalhadores e pesquisadores apenas observavam o furo. Quando perguntei o que estava havendo o supervisor disse que um bolsão de gás foi encontrado dentro do Asteróide  próximo de onde havia a cápsula e por isso os pesquisadores haviam parado o trabalho para buscar novas informações sobre o que havia dentro do asteróide.

Ao chegarmos na sala de pesquisas encontramos a cápsula. Ela medida cerca de 3 metros de comprimento por 1,6 de largura. Estava dentro de um compartimento transparente. Os pesquisadores deste setor estavam mais ativos e analisando os computadores. A Cápsula possuia uma camada estranha de algo parecendo um limo de cor esverdeada que dava uma impressão de algo muito antigo. Ela estava rompida, porém não quebrada, era como se algo a tivesse aberto simétricamente no meio como uma porta. Não havia nada dentro dela e nas paredes internas havia símbolos desconhecidos.

Perguntei ao Dr. Kyu o que havia na cápsula e ele disse que não havia nada. Sobre os símbolos explicou que acreditavam ser de uma civilização alienígena antiga que usou o asteróide como estação. Ele explicou que durante as escavações diversos elementos, em ruínas, foram encontradas no interior do asteróide e que indicavam que uma forma de vida inteligente já esteve no local. Havia diversos elementos mas devido a ação do frio do espaço se deterioraram e se desfizeram. Apenas a cápsula em questão aguentou as mudanças de temperatura e deslocamento até a superfície. Ela foi analisada e um símbolo encontrado. Este foi apertado como um botão e o objeto se abriu. Agora os pesquisadores estavam buscando mais artefatos e analisando os simbolos. Devido as condições da estação a cápsula deveria ser removida para um ambiente mais esterelizado para ser estudada e o Dr. Kyu iria conosco.

Passaremos a semana na Estação para que todos os preparativos sejam entregues.

Minha atiradora, a tenente Lima disse que seus sentidos aumentados indicavam uma ameaça mas ela não conseguia identificar porque. Confiei em seu julgamento já que a tenente fazia parte de experimentos de aumento da área cognitiva do cérebro. Como resultado do projeto Parcas a permitia ter uma espécie de sexto sentido que a tornava mais sensível a análises e decisões com uma quase previsão de eventos futuros e sentido de perigo o que a tornava uma atiradora melhor.

6h dia 06-03-2136

Meus homens acordaram reclamando de terem tidos pesadelos durante toda a noite. Estranhamente estes pesadelos eram incrivelmente semelhantes. Eles se viam tentando fugir da estação, porém todas as portas que tomavam levavam à sala da cápsula. Pela janela dos corredores eles podiam ver todos os trabalhadores em torno do furo no chão e falando ao mesmo tempo uma espécie de mantra. Aparentemente havia algo dentro do furo, vivo, enorme e se mexendo. Então a coisa dentro do furo emite um som e eles acordavam.
Tentei tranquiliza-los dizendo que era apenas o fato de estarem impressionados com os indícios de vida alienigena tão fortes desde o incidente nas luas de Marte. O que não revelei a eles é que tive o mesmo sonho. Porém no meu o Dr. Kyu estava na sala de pesquisa com um sorriso diabólico no rosto. E quando acordei poderia jurar que ouvi o rugido da criatura ainda acordado.

Continua…

P.S. Escolhi uma ambientação abrasileirada pois ando nacionalista.

P.S. Parcas para quem não sabe são as fiandeiras do destino dos homens da mitologia grega. Elas determinavam a vida de cada homem e cortavam sua linha quando estes morriam. Com isso elas eram uma espécie de bruxas do tempo que até os deuses respeitavam. Achei interessante dar esse nome para alguém com habilidades de previsão e sexto sentido.

Quem conta um conto: A vizinha

Roberto era um cara comum, até demais, segundo sua esposa. Na casa dos seus 36 anos sentia que sua vida estava no meio. Afinal nunca pensou em viver muito mesmo. Acreditava que ser um centenário era mais um castigo do que uma proeza. Se bem que ser o meio era sua especialidade. Não era bom nem ruim em nada. Quando jovem não era o melhor nem o pior em notas. Nos esportes nunca foi último a ser escolhido nem muito menos o craque do time. E na vida amorosa então. Sempre a média. Nem feias, nem bonitas, nem muitas e nem poucas. Em resumo, nunca se destacou em nada. A não ser na mediocridade.

Pouco antes de completar 35 anos, Roberto teve uma crise de idade. Começou a se sentir velho. A sensação de estar caminhando para a metade final de sua vida se tornou real e muito pesada. Enquanto a maioria resolveria praticar esportes, comprar roupas novas e ler todos os livros sobre sexo tântrico ele não. Seria ridículo demais. O mais honrado neste momento era aceitar o rótulo de tiozinho.

Lucia, sua esposa, foi quem mais se zangou com essa decisão. Não que o antigo Roberto fosse a realização de seus sonhos. Longe disso, o achava conformado demais, pacato demais e o seu adjetivo favorito, previsível demais. A diferença de 6 anos do casal nunca tinha sido tão desconfortável como agora. Ao completar 30 anos e se ver uma balzaquiana, Lúcia queria mudanças. Queria engravidar, coisa que antes nunca quis. Dizia que ser enfermeira era cuidar dos filhos dos outros. Queria mudar para uma casa melhor, queria um carro melhor. Tudo o que Roberto abrira mão de querer agora que sentia a morte lentamente chegando.

Era um daqueles dias em que o verão faz jus ao que se propõe, onde os pingüins não estão em cima da geladeira, mas sim dentro do congelador para ver se conseguem esfriar a cabeça. Depois de muito suar Roberto decidiu tomar um banho para se refrescar. Quando desligou o chuveiro percebeu que tinha esquecido a toalha. Como estava sozinho em casa, afinal a esposa trabalhava no turno da noite, ficou pensando em como faria. Estou em minha casa, que mal há em sair daqui pelado? Pensou de repente. E em um ato de rebeldia respirou fundo e saiu como viera ao mundo. Ainda empolgado com tal façanha, afinal de contas se a esposa estivesse em casa ele não estaria fazendo aquilo, resolveu que assim ficaria. O calor que fazia foi determinante na decisão.

Ao ir para sala resolveu dar um daqueles piques que crianças arteiras dão dentro de casa, quando escorregou em um tapete colocado criminosamente em um corredor bem encerado pela diarista. Estatelou-se no chão com tudo o que tinha direito. Quando abriu os olhos acreditava que veria as portas do céu ou o pronto-socorro onde Lúcia estava de plantão. Ao finalmente se pôr de pé conferiu se algo estava quebrado ou sujo de sangue. Não agüentou e caiu na risada imaginando a própria cena. Riu mais ainda quando imaginou a cara da esposa ao chegar e encontrar o “Sr. Previsível da Silva” caído pelado no corredor do apartamento.

Caminhando e manquitolando conseguiu sentar no sofá. Ao olhar para a janela não acreditou no que via. Esfregou os olhos para ver se estava alucinando da pancada. Via uma moça no apartamento da frente dançando graciosamente. A ninfeta não passava dos seus 18 aninhos, de pele imaculadamente branca e um ardente cabelo vermelho. Chegava a jurar que tinha visto, mesmo com toda a miopia que seus olhos puderam lhe dar, um cristalino par de olhos azuis. Quando mais ela dançava mais chamava a sua atenção como os seus seios eram tão rijos e suculentos. Ao reparar bem naquela cintura e quadril agora entendia o significado da expressão “mulher violão”. Como podia nunca ter reparado naquele pitelzinho logo ali atravessando a rua? Resolveu chegar na janela mesmo estando nu. Ao chegar e ficar parado fitando fixamente a ninfeta se sentiu vivo novamente. De repente ela se virou e sem saber se escondia ou acenava ficou travado, não menos de repente seu celular tocou. Dando um susto tão grande que não sabia se a jovem o havia visto. Quando atendeu, Lúcia disse com uma voz tensa e sem afeto que esquecera a chave em casa e que não era para ele dormir pesado porque teria que abrir o portão para ela. Quando voltou a musa dançarina não estava mais lá e o apartamento estava todo apagado. Roberto não sabia o quanto aquilo havia mexido com ele, mas que estava diferente isto ele sabia.

No dia seguinte não conseguiu trabalhar. Ficou o dia todo desenhando a nifetinha. Sim! Roberto desenhava! Não era um excelente desenhista, e como era de se esperar era mediano. Fez rascunhos da moça em todos os papeis que via pela frente. Parou quando percebeu que sua baia estava cheia daqueles papeizinhos amarelo de recados com ruivinhas pregados por todos os lados. Ao ir embora resolveu passar no shopping e comprar um binóculo. Ao invés disso saiu com uma luneta. Quando chegou em casa é que pensou em como explicar isso para a esposa. Reconhecidos por todos como um pão duro incorrigível, como podia comprar um trambolho daqueles. Se descobriu um mentiroso de mão cheia quando disse para a esposa que resolvera que passariam mais tempo na roça de seu pai para encomendar o filho que ela tanto queria.

Na primeira noite que ficou sozinho em casa a misteriosa não apareceu. Nos dias seguintes Lúcia teve folga do trabalho. Como havia prometido o herdeiro para encobrir a luneta teve que comparecer durante toda noite, mesmo que seu pensamento estivesse na vizinha. Quando começava a pensar naquele corpo se animava como nunca antes. Lúcia ficou surpresa, mas não quis dizer nada por que independente do que tenha sido para ela estava ótimo. Procurou jeitos de perguntar sobre o prédio da frente sem levantar suspeita. Obteve como resposta apenas que a esposa trabalhava muito e não tinha tempo para saber da vida alheia.

A ansiedade em ver a vizinha novamente o corroia as idéias. Afinal depois de vários dias com os olhos fixos para a janela e nada dela aparecer já pensava em vender a luneta e estava convencido que aquilo provavelmente era uma alucinação da queda. Quando resolveu dar mais uma olhadinha para o apartamento da frente mal pode acreditar no que via. Todas as janelas estavam abertas e acesas. Achou estranho mas com o calor que estava fazendo e um possível medo de escuro achou razoável. Lá estava ela. Deitada confortavelmente de bruços em um sofá balançando os pezinhos enquanto lia um livro de capa escarlate. Mesmo se esforçando não conseguiu ver o título. Preferiu acompanhar o desenho de cada curva daquele corpo. Do narizinho empinadinho até os pezinhos delicados balançando suavemente. Quando ela limpou uma lágrima escorrendo pela bochecha Roberto sentiu uma palpitação que quase lhe tirou o fôlego. Venceu o impulso de sair correndo e ir até lá quando ela fechou o livro e se levantou. Caminhando vagarosamente ao quarto onde começou a tirar a pouca roupa que vestia. Deu três tapinhas na luneta como que agradecendo cada centavo que gastara naquilo. Parou de respirar quando a vizinha ficou apenas de calcinha de algodão na frente do espelho dando tapinhas na barriga para ver se estava tudo no lugar. E como estava! Acreditou ainda mais em Deus quando ela se virou para conferir se seu bumbum estava nos conformes. Só se lembrou de soltar o ar e puxa-lo de volta quando ela pegou a toalha e foi para o banheiro.

Começou a andar pela sala como um leão da savana trancado em uma pequena jaula de um circo menor ainda. Queria pensar em um motivo para ir até lá. Estava decidido. Chegou na janela para contar os andares mas o apartamento estava totalmente apagado. Nem teve tempo de pensar em um porque, Lúcia acabara de chegar do trabalho. Nem perguntou o porquê ela chegou mais cedo. Estava zangado demais com a interrupção para falar alguma coisa sem levantar suspeita.

E por várias noites o mesmo ritual acontecia. A vizinha aparecia, Roberto ficava completamente enlouquecido e quando resolvera ir até lá algo o impedia. Tornou-se agressivo e seu relacionamento com o mundo a sua volta ficava cada vez pior. Seu rendimento no trabalho que nunca foi bom se tornou nulo. Numa discussão mandou o chefe às favas e nunca mais voltou. Ao invés de contar à esposa o que havia acontecido, saía religiosamente no mesmo horário para o trabalho mas ficava na porta do prédio da frente esperando a vizinha sair ou chegar. E por dias isso ocorreu.

Em um desses dias de tocaia não se agüentou e adentrou no tal prédio da frente, rumo ao 4º andar. Quando chegou diante da porta fraquejou, mas como já tinha chegado até ali não retornaria. Mal acabou de tocar a campainha e o seu anjo proibido de cabelos vermelhos abriu a porta. Com o sorriso de canto de boca mais safado que este mundo já viu pronunciou palavras que foram música para Roberto: “Porque demorou tanto? Pensei que nunca viria.” A enlaçou pela cintura e vagarosamente para aproveitar aquele momento foi aproximando para tascar um beijo naquela boca suculenta quando sentiu um choque violento por seu corpo. Abriu os olhos e viu de relance uma confusão de imagens, e novamente a vizinha. Quando tentava entender o que havia ocorrido um novo choque tomou-lhe a razão. Abriu de uma vez os olhos e entendeu onde estava. Entubado em um leito de CTI com toda uma equipe médica ao seu redor e um médico com um reanimador estralando nas mãos. Uma lágrima escorreu de seu olho, todos acharam que era felicidade por estar vivo, mas na verdade era o desespero por voltar para sua merda de vida.

Depois de alguns dias de observação, muitas visitas e várias explicações de que havia caído no tapete do corredor e sido encontrado pelado, desmaiado e sobrevivido por milagre voltou para casa. Enquanto todos achavam que o silêncio de Roberto era efeito do acidente ele sabia que desejava realmente ter morrido. Ao chegar em casa olhou primeiro para o prédio da frente. Reparou que havia um caminhão de mudança trazendo uma nova família para aquele prédio. Enquanto Lúcia pagava o táxi, de pé no passeio reparou que as janelas do apartamento do 4º andar estavam abertas. Olhando de volta para o caminhão viu sair dele uma ninfetinha de pele imaculadamente branca e um ardente cabelo vermelho. Após a tradicional palpitação viu que ela, com o sorriso de canto de boca mais safado que este mundo já viu, piscar para ele. E sim, ela tinha olhos azuis.

Finishim!

Olá pessoal! Cá estou eu outra vez para falar de uma das séries mais bacanas da atualidade. Mortal Kombat Legacy! A web série de um dos mais iconográficos games da história esta realmente chamando a atenção recontando a história dos principais personagens da franquia. Dirigido e escrito por Kevin Tancharoen  a série tirou a poeira das historias dos principais personagens e ainda deixou a franquia em evidência ajudando a divulgar o novo game.

A série começou quando o diretor, por conta própria, criou um teaser fictício de um filme realista da série Mortal Kombat. O filme foi aclamado por fãs e produtores e depois foi revelado que esta seria a visão do criador do mundo da série. Mais tarde a Warner com o novo jogo no forno acabou recebendo uma propaganda gratuita com o vídeo e decidiu colocar Tancharoen no comando de novo dessa vez mantendo a mitologia original mas com sua visão sombria e realista ainda viva. segue o primeiro vídeo.

Não vou postar todos os videos aqui no blog por motivos óbvios mas basta procurar Mortal Kombat Legacy no Youtube que você deverá encontrar a série inclusive legendada. Salvo alguns episódios de duas partes cada capítulo trazia o foco em um personagem e em como ele se envolveu no torneio Mortal Kombat.  De Jax e Sonya a Scorpion e Sub-Zero a série mostra  origem de cada um dos protagonistas e mantém a mitologia clássica com os jogos de poder e a disputa pelo domínio do mundo. Inicialmente foram previstos 12 episódios sendo que até agora foram lançados 8. Dizem que o próximo só será lançado na San Diego Comic Con um dos maiores eventos de entretenimento do mundo e que este seria o ultimo. Espero que não pois ainda falta um bocado de gente para aparecer como Kung Lao e Liu Kang, que teoriacamente, eram os protagonistas originais do jogo. Mas isso não tira o brilho da série. Para quem é fã de agora ou dos primordios da série é indispensável.

No Omelete vocês encontram todos os episódios da série para ver.

SPOILER ZOOOONE!

Se você ainda naõ viu nada pare de ler o post aqui pois vou cometar os episódios. Agora se não ligar par spoilers fique por sua conta.

Episódios 1 e 2: O começo da séirie confesso que foi meio morno. Mostra como Jax e Sonya passaram a querer escaupelar Kano e como este perdeu o olho direito (cena estilo Tarantino por sinal) Acho que não foi um bom começo, mas serviu para manter a série acesa. Além disso achei a atriz que faz a Sonya muito velha para o papel…

Episódio 3: Este realmente me empolgou ai comecei a  seguir a série religiosamente. Somos apresentados a um Jhonny Cage decadente, fora de forma e buscando um espaço na TV. Ele esta tentando emplacar um novo programa e percebe que esta sendo usado pelos produtores e desce porrada em todo mundo no estúdio. O que me deixou feliz foi a forma como ele terminou com a chegada de Shang Tsung no fim fazendo uma oferta. Acho que o fundo do poço nos E.U.A. é fazer Power Rangers já que Jhonny Cage quer desvincular sua imagem do seriado.

Episódio 4 e 5: Nestes dois episódios eu fiquei um pouco decepcionado. Ele conta historia de Kitana e Milena. Nada contra as duas mas o visual dos personagens do Outwolrd principalmente Baraka, ficou parecendo aquela antiga série do Hercules que passava no SBT. A história em si é bacana mas mesmo assim o visual deixou muito a desejar.

Episódio6: Meu preferido. Nele vemos um Rayden que caiu em um hospício e precisa convencer todo mundo que não é um maluco e que precisa salvar a Terra. Ele tem pouca ação e mais psicologia e parece até um episódio de Lost. No começo do episódio há uma nota do diretor dizendo que este era um episódio feito por ele com sua visão do mundo. acho que deveriam ter deixado o cara trabalhar direito no restante da série…

Episódio 7 e 8: Nestes episódios finalmente entendemos por que Scorpion odeia tanto Sub-Zero. A história estilo samurai e a manipulação de Quan Chi e Shang Tsung da rivalidade das duas famílias é um toque fantástico que realmente deixou a série muito bacana. Tem as melhores cenas de luta da série e mostra a complexidade dos personagens do universo. Muito bacana.

P.S>: Eu queria realmente ver Liu Kang voltar a ter importância na franquia já que dois rivais que lutam igual não é o estilo mais condizente do Mortal Kombat.

P.S.: Se tivessem deixado o diretor trabalhar mais livremente talvez tivéssemos algo mais bacana. Mas estou gostando do resultado e foi bom para as novas gerações conhecerem a história bacana da série.

P.S. De todos os jogos de luta Street Fighter é o que tem a pior história e é o mais famoso. Gostaria que alguém fizesse uma versão Ultimate da franquia.

Quem conta um conto: Nascida a contragosto

“O mundo a acolheu por pura caridade.” Esta seria a melhor frase para a lápide dela. A mãe passou por 9 meses de muito arrependimento e constantemente pensando em aborto. Talvez não tenha tido tanta força como gostaria. Perdera a coragem quando a pequena sobrevivera a segunda tentativa, onde quase que ela mesma que perde a vida. Tentar a terceira ficou meio arriscado. O pai fugiu de casa para não arcar com a responsabilidade. Afinal estava mordido pela pior das dores, a “Dor de Corno”. Mesmo que não podendo comprovar a traição tomou rumo ignorado. Provavelmente nem precisava, afinal as trofas e galhofas por onde passava já lhe tiravam o juízo. Como matar não era de seu feitio foi dar com a vida em outros cantos.

Quando finalmente veio ao mundo o irmão ainda muleque a culpava pela ausência de seu “pai-herói”. Uma espécie de “Complexo de Édipo” as avessas. O menino era mais identificado com o pai do que com a mãe. Beliscões, solavancos e xingamentos estavam mais presentes do que papinha e roupinhas de tricot. Talvez tenha sido o início de uma longa vida de crimes e de cadeias do pequeno malfazejo.

Mesmo com todo veneno e terreno inóspito ela crescia com a força de uma erva daninha em meio a pedregulhos. Mas nem de longe tinha tal aparência. Estava mais para uma pequena roseirinha de pote. Como era bonitinha a diabinha! Olhinhos grandes e sinceramente inocentes. Pois somente assim para não ver como realmente era sua vinda a este mundo.

Enquanto o tempo ía passando foi desenvolvendo uma personalidade forte, de bastante energia e muito atraente. A todos remexia com seu jeito de falar fácil. De voz forte vinda de um corpo pequeno, delicado e formoso. Era impossível ficar impassível diante dela. Nos homens a ausência do pai despertava uma vontade de a colocar no colo. Na maioria no sentido literal e com outras conotações mais carnais e alguns poucos com um sentimento pueril. E isto que as mulheres em geral não perdoavam. A quase totalidade das descontroladas a via como um mal a médio e longo prazo! Capaz de enfeitiçar o seu já entediado e safado marido. E quando isso acontece a alma feminina é implacável. No amor, na guerra e na fofoca não existe honra, apenas um objetivo a ser conquistado. E nesse caso fazer da vida da pequena um inferno era questão de tempo.

Em cada busca pelo amor verdadeiro que foi perceber o quanto o destino não a queria bem. E pelo tanto que acreditou e foi enganada por galantes apaixonados percebeu tardiamente que o ódio das fiandeiras das tramas do destino por ela era irremediavelmente grande. Quando as sucessivas decepções se tornaram pesadas demais resolveu que essas coisas de amor não era mais para ela. E pior. Começou a sentir uma raiva incontida de quem estava bem nas coisas do coração a sua volta. Resolveu que iria ser aquilo que todos já diziam. Como já tinha a fama então deitaria realmente na cama. Casados, noivos ou simplesmente namorados, o que importava é ter compromisso.

E assim foi. Até que a “má gramática da vida” começou a escrever torto em linhas ainda mais tortas. Quanto mais corria do amor, mais despertava paixões. Homens lhe entregavam os corações da mesma forma ingênua e dedicada que fizera um dia. Porém se mantia firme em seu exílio. Porém em um dia casual, após uma longa conversa sobre coisas de amor com um daqueles que poderia ser o homem de sua vida sentiu um impulso incontrolável. Queria dizer algo não para aquele homem em sua frente, mas sim para algo muito maior. Após outra jura sincera de amor o pegou pela face, fitando-lhe diretamente nos olhos e disse:

– A muito me retirei das coisas do amor para não me retirar da vida. Esta vitória você não terá. Demorei para perceber que não me queria por aqui, que dirá me queria feliz. Continuarei levando a vida que me foi permitida construir mesmo com todas as dificuldades.

Neste momento os olhos do rapaz brilharam diferente. Uma gota que caía de uma calha parou, ficando suspensa no ar. O tempo tinha parado. Foi a vez dela ter o rosto colhido em mãos. E a voz mais seca que então tinha ouvido ressoou por toda a sala:

– Você era a mais doce das criaturas. Umas das mais dotadas de bondade. Foi colocada em meio a podridão para saber quanto tempo demoraria para corromper-se. Em uma aposta sempre há um vencedor. Eu venci.

Enquanto ainda esfregava os olhos viu um vulto saindo pela porta. Sem saber se havia sonhado correu para ver se o alcançava. Mas não havia ninguém no corredor. Não sabia o que tinha acontecido, mas sabia que sua vida enfim mudaria…

ps.: Neste momento você de estar se perguntando mas qual é o nome dela? Acho melhor não dizer. Talvez você a conheça, talvez você a tenha visto por aí e talvez você tenha ajudado a corrompe-la. Talvez ela exista, talvez não. Talvez…

Queime o Cosmo!

Olá Pessoas!

Cá estou aqui novamente para um post relâmpago de ultima hora! Tudo bem que não é tão novidade assim mas ta fresquinho pelo  menos. Saiu o trailer do novo game dos Cavaleiros do Zodíaco. Ao contrário dos demais games de merda da franquia desta vez a Namco Bandai estará lançando um game de  ação no melhor estilo anda -e- bate com os cinco sofredores cavaleiros de Athena. Porém o mais interessante é que pelo trailer, o game parece realmente promissor!

Pelo que podemos ver poderemos escolher entre os cinco cavaleiros de bronze e subiremos as 12 casas do Santuário para salvar Saori Kido da morte. Sem muita pretensão e com um sistema que parece tradicional vemos que o game coloca os cavaleiros para enfrentar aqueles soldadinhos do santuário e provavelmente os cavaleiros de ouro como chefões de fase. Apesar do visual anime e dos cavaleiros de Athena parecerem meninas, o game promete os golpes especiais do anime e alguns novos e reformulados para aumentar a gama de formas de trucidar os inimigos. E o melhor muitos inimigos na tela para apanhar.

'Me dê sua força Pegasuuuuu"

Agora a cabeça dura do Seyia Serve pra alguma coisa...

Logico que é só um trailer e o sistema de jogabilidade pode ser péssimo mas pelo menos o jogo chamou a atenção. Espero que dessa vez os cavaleiros de bronze sejam divertidos nas nossas mãos.

PS1: por mais que hoje eu deteste o desenho os Cavaleiros foram importantes na minha infância. Até hoje lembro dos meus olhinhos brilhando quando a orelha decepada do Cácius caiu no chão no primeiro episódio. Não tinha sangue na época em lugar nenhum.

PS2: Espero que as lutas contra os cavaleiros de ouro não lembrem em nada as do Anime se não serão chaaaaatas…

PS3: fico pensando como seria os cavaleiros na visão do pessoal que fez God of War! Seria no minimo mais violento( sim MAIS violento) e menos pederástico.

PS4: A Saga de Hades esta sendo exibida de manhã na bandeirantes. Mas em menos de duas semanas vi o mesmo episódio duas vezes. o que passou em seguida era uns três a frente… Eles estão transmitindo como se fosse He-man…