Arquivos do Blog

O occult underground de Unknown Armies (parte 1)

“One dream, one soul, one prize, one goal. One golden glance of what should be… It’s a kind of magick

Sim, o final é com k mesmo. Não foi nenhum erro de digitação, como milhões de pessoas acreditaram. As mesmas pessoas que acreditam que o mundo se resume àquilo que elas vem, tocam e conhecem. No máximo, vão aos seus cultos religiosos aos domingos (ou outros dias santos) para dar continuidade a uma crença que mal compreendem. Porém o que esses mortais desconhecem é que existe algo além do mundano. Algo que vive nas estranhas da sociedade há milênios: the magick!

Tendo sua primeira publicação em 1998 e a segunda em 2010, Unknown Armies (UA), da Atlas Games, é um dos melhores RPG`s que já li. Na verdade, acredito que seja um dos melhores livros que já li, tomando como base que um livro é uma ideia transposta no papel (ou em um arquivo .doc ou .pdf).

Basicamente, UA relata que há muito mais entre o céu e a terra do que julga nossa vã filosofia. Mas qualquer semelhança com os livros da White Wolf termina por aqui. A ambientação do jogo da Atlas relata uma existência onde pessoas (os adeptos)  conseguem mudar a realidade, porque possuem uma visão tão pessoal (ou tão distorcida) da realidade que conseguem fazer suas vontades se concretizarem. (tcharam! This is magick!).

Diferente de outros RPG`s relacionados com magia, a sociedade dos magos não criou uma subcultura paralela. Aqui, os autores pegaram praticamente tudo relacionado à ocultismo e teorias da conspiração, espalhadas pelo mundo e reuniram tudo em uma mistura que teria tudo para dar errado, mas como em um passe de mágica, se mostrou um tremendo sucesso.

O grande lance de UA é a existência do Occult Underground, onde os adeptos vivem e aprendem a lidar com suas habilidades mágicas, que podem facilmente deixa-los insano. Na visão mundana, aquele homem que carrega um carrinho de supermercado repleto de quinquilharias é somente mais um morador de rua. Para aqueles que descobrem o OU, ele pode se revelar como um Mechanomacer, que coleta peças para suas criações. Porém quanto mais poderoso ele quer se tornar, mais ele tem que abrir mão de suas lembranças.

Como em todo bom RPG, fazendo referência às regras, em UA as classes são as escolas de magia, que servem para definir mais as habilidades do seu personagem do que a sua forma de pensar em si. Por exemplo, dois bibliomacers, que conseguem acumular seu poder por meio de livros e bibliotecas particulares, podem (e terão) visões completamente diferentes do mundo.

Há também os pornomancers, que acreditam no poder do desejo, no misticismo do sexo tântrico e costumam integrar o Sect of the Naked Goddess. Existem os epideromancers, que se auto infligem ferimentos para acumular poder, se tornam algo mais quanto mais deixam de ser humanos. Os entropomancers acreditam que o chaos é o que rege a existência, enquanto os dipsomancers veem a iluminação quanto mais bêbados estão.

Essas “formas de magia” que o livro apresenta são apenas exemplos, deixando a cargo de jogadores e mestres criarem novas possibilidades.

Cherries

O legal de UA é que as regras são apresentadas na primeira página do livro. Sim. Somente uma página resume tudo. Obviamente no primeiro capítulo elas são melhores detalhadas, mas a mecânica é bem simples: pegue dois d10 (dados de 10 faces) e role, tendo um como unidade e outro como dezena. Normalmente você precisa de um resultado menor ou igual à sua habilidade (um stat ou uma skill) para ser bem sucedido, mas existem casos em que um resultado maior do que a habilidade ainda pode ter um resultado benéfico.

Além disso existem algumas possibilidades que podem alterar as regras, como o flip flop, que muda a rolagem de dados, alterando o resultado da dezena para unidade e vice versa. Há ainda os cherries, que são os resultados iguais na rolagem dos dados. Quando o resultado é um sucesso, ele costuma ser um sucesso extraordinário. Mas quando é uma falha…

Snap ou Louise?

Brainstorm. Esse é o resumo mais próximo do que é criar um personagem em UA. Escolha uma obsessão (geralmente algo à longo prazo ou mesmo inalcançável). Há também suas paixões, que se dividem em fear, rages e noble. Determine sua personalidade, que pode ser algo simples como “o tira mau” ou a “femme fatale”, até algo baseado na cultura pop, como professor Snape de Harry Potter ou Louise, de Thelma e Louise.

Por fim, receba pontos para distribuir entre seus stats (atributos), que são body, speed, mind, soul. O mais bacana vem agora: NÃO HÁ LISTA DE PERÍCIAS. Para quem joga RPG, isso pode parecer uma aberração, mas no universo de UA é um detalhe maravilhoso, dando liberdade ao jogador para criar a perícia que ele quiser e bem entender, caracterizando bem melhor o personagem, tornando-o único.

Outro detalhe bacana é que quem controla os pontos de vida dos personagens é o mestre e não os jogadores, o que em um combate (principalmente em UA, onde eles podem ser facilmente letais) pode fazer até mesmo aquele jogador que se acha fodão pensar duas vezes antes de avançar contra alguém.

1ª série…

Talvez o único ponto negativo de UA seja a parte gráfica, com desenhos fracos (as vezes até mesmo desnecessários), que em alguns pontos parecem desenhos infantis. Mas esse ponto não é nada que desmereça o livro, que se você não tem, deveria adquirir o quanto antes!

PS: Vale lembrar que o livro está em inglês e mesmo eu, com meu inglês “meia boca”, adorei o livro

PS 1: Comprei na www.moonshadowns.com.br Recomendo!

PS 2: Eu disse que os adeptos é que fazem mágica? Pois é… eu meio que menti. Isso porque eu não acabei de ler o livro e há ainda outros seres capazes de lançar magia, como os avatares, que se tornam seres mágicos ao personificarem determinados arquétipos, como “a mãe”, “o guerreiro” ou “o selvagem”. Mas para detalhar esses outros seres, só na segunda parte dessa resenha, daqui há 15 dias

PS 3: Sim, podem me excomungar, porque o atraso na postagem do Kuase foi culpa minha! Pretendia resenhar sobre X-Men: The First Class, mas por motivos superiores (leia-se aperto financeiro) não consegui ainda assistir ao filme

PS 4: Como esqueci dos PS`s no último post, fui obrigado a compensar nesse…

PS 5: Sem mais PS`s para o momento

Preview: Rise Of The Argonauts

Hi people! ^^

Continuando a proposta de escrever previews sobre jogos que serão lançados em breve, brindo vocês com mais uma matéria…agora falando sobre esse RPG de ação chamado “The Rise Of The Argonauts”.

Developer: Liquid Entertaiment
Previsão de Lançamento: Novembro de 2008

Pra quem antigamente acreditava que existiam poucos RPG’s para o Xbox 360 e que esse problema ia perdurar durante muito tempo; Rise Of The Argonauts (Action RPG) é um dos vários lançamentos que estão surgindo, principalmente nesse fim de ano, que mostram como a situação está mudando.

Quem não conhece uma das lendas mais famosas da mitologia grega, que conta a história de Jasão e os bravos Argonautas (entitulados assim devido ao fato de navegarem pelos mares a bordo do navio de nome Argos) que o acompanhavam; desbravando mares e outras partes nebulosas do mundo, em busca do lendário Velo de Ouro, para provar a sua coragem e ter o direito de reclamar o trono da sua cidade (chamada Iolco)?

Bem, você pode até não conhecer muito de mitologia, mas com certeza isso não será um pré-requisito para você apreciar a vinda deste novo título que está sendo desenvolvido pela Liquid Entertaiment, pois uma das idéias do jogo é dar ao jogador um melhor entendimento sobre esses heróis e os deuses da mitologia grega envolvidos nessa odisséia.

Rise Of The Argonauts - Image 01

Rise Of The Argonauts - Image 01

Um dos pontos mais fortes do deste Action RPG,  com certeza é a história, pois é muito interessante pra quem nunca ouviu falar sobre nosso amigo Jasão (Jason na versão americana) ou mesmo para quem gosta muito de mitologia (como eu por exemplo). Pelo que foi mostrado até agora, o jogo segue uma trajetória bem linear de acordo com a lenda da mitologia, e é um bom adendo ao conhecimento cultural.

Você joga com Jason/Jasão durante as fases e pode escolher dois dos Argonautas da sua tripulação para acompanhá-lo durante a fase, podendo escolher entre heróis famosos como Hércules, Aquiles ou Pan. Cada um deles fornece um tipo de ajuda diferente, sendo Hércules focado em força e combate corpo-a-corpo, enquanto Pan, sendo um seguir do deus Apollo, atua na linha de suporte podendo curar seu personagem.
A medida que você segue no jogo, mais membros poderão ser destravados para entrar na sua tripulação.

Rise Of The Argonauts - Image 02

Rise Of The Argonauts - Image 02

O jogo não contará com atributos considerados “básicos” em um RPG, como um vasto inventário de itens ou mesmo pontos para distribuir e assim evoluir seu herói. Mas, você terá a oportunidade e evoluir suas armas usando as habilidades do ferreiro que está abordo da Argo. Essa alteração foi feita pensando em jogadores que não estão tão acostumados a jogar RPG’s, mas acaba se tornando um ponto negativo para aqueles jogadores que adoram colecionar inúmeros itens ou distribuir pontos em seu personagem para adaptar o seu desempenho em batalha.

Seguindo o conceito de RPG, o jogo terá a interação de Jasão com as pessoas da cidade para se habilitar sidequests, e diálogos para aprofundar o jogador no clima e na história do jogo.
Os diálogos do jogo podem alterar o caminho da história de forma drástica, como a opção de você matar a Medusa e ter o herói Perseu entrando em sua equipe…ou salvá-la de sua maldição e ter a própria Medusa entrando para o seu time, em sua forma humana.

Rise Of The Argonauts - Image 03

Rise Of The Argonauts - Image 03

Os deuses estão observando você, e suas ações no jogo afetarão o seu relacionamento com eles.
Tanto as façanhas que você poderá fazer no jogo (objetivos como decapitar um determinado número de inimigos por exemplo) ou mesmo as respostas durante certos diálogos durante o desenvolvimento da história, vão conceder pontos que poderão ser gastos comprandos “favores” dos deuses. Cada um dos deuses, tem uma árvore de habilidades diferentes, que podem variar desde magias a habilidades de luta diferentes, como saber lutar melhor com uma arma (ou mesmo o escudo, que aliás tem movimetnos bem interessantes) ou movimentos baseado em evasão e agilidade.

Mas, não será possível se especializar somente em um único Deus, pois nem sempre as você terá opções para seguir o caminho de todos os deuses e isso foi feito propositalmente.

As batalhas, apesar da idéia principal de ficar apertando o botão de ataque freneticamente para derrotar os inimigos que se aproximam, terá um pouco de estratégia, pois será necessário desviar dos ataques inimigos, se aproximar por pontos cegos da defesa, destruir escudos e armaduras e por fim, dilacerar o inimigo.
Existirão batalhas contras vários tipos de inimigos, desde os pequenos até os gigantescos.

Rise Of The Argonauts - Image 04

Rise Of The Argonauts - Image 04

Até o dado momento, o jogo ainda precisa de melhorias na jogabilidade e também pode ter algumas melhorias relativas aos gráficos, sendo que ainda há um bom tempo disponível antes do seu lançamento.

Concluindo, é um jogo que promete uma experiência diferenciada aos jogadores, principalmente pelas escolhas proporcionadas durante o gameplay e pela idéia fugir um pouco dos outros títulos que foram lançados até agora para o Xbox 360, tornando-o um forte candidato a uma futura compra. É esperar para ver se a versão final do jogo, não vai deixar a peteca cair.

See Ya! ^^

P.S.: Estou aqui, fugindo da minha ociosidade sagrada das férias para fazer posts para vocês…e como eu quase esta é a segunda vez que eu tiro férias (na vida mesmo), vejam que eu gosto mesmo de postar aqui…só não posto sempre por não poder e não gostar de postar só por postar né…mesmo que alguns não acreditem nisso xP